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Bolsas de NY fecham mistas com apreensão sobre impacto do petróleo em meio a conflito no Irã

O Dow Jones fechou em baixa de 0,61%, aos 47.417,27 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 0,08%, aos 6.775,80 pontos

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 18h00

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Uma pessoa caminha perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street em 17 de março de 2025 na cidade de Nova York. (Foto de ANGELA WEISS / AFP)

São Paulo, 11 – As bolsas de Nova York fecharam mistas nesta quarta-feira, 11, após o petróleo subir diante do conflito no Oriente Médio e ofuscar o índice de inflação em linha com as expectativas nos Estados Unidos.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,61%, aos 47.417,27 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 0,08%, aos 6.775,80 pontos, e o Nasdaq terminou com variação positiva de 0,08%, aos 22.716,13 pontos, retomando o campo positivo no fim do pregão.

“Notícia de que o FBI alertou sobre uma possível retaliação com drones iranianos na Costa Oeste veio à tona à tarde e empurrou as ações de volta para as mínimas do dia”, disse Eric Criscuolo, estrategista de mercado da NYSE.

Os contratos futuros de petróleo subiram com preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e alertas sobre impacto ofuscando a notícia de acordo para liberação de reservas estratégicas. Em meio aos impactos, a gigante dinamarquesa de navegação Maersk implementou uma sobretaxa para transporte de contêineres citando interrupções significativas nas cadeias globais de suprimento de combustíveis.

Sob efeito da alta do petróleo, a Chevron subiu 2,95% e a ExxonMobil ganhou 2,33%. As companhias aéreas marcaram baixas. A American Airlines caiu 0,63%. A United Airlines perdeu 0,5% e Delta recuou 0,22%.

A Oracle disparou 9,2% e respondeu pela maior alta porcentual do S&P 500. Os lucros e a receita do terceiro trimestre da empresa de computação em nuvem superaram as previsões dos analistas.

Os bancos singraram no negativo, com quedas de 1,2% no Goldman Sachs e de 3,7% no Western Alliance. O JPMorgan perdeu 0,42%. O banco restringiu o crédito a gestores de fundos de crédito privado e reduziu o valor de alguns empréstimos em suas carteiras, segundo diversas fontes, em mais um golpe para o já fragilizado setor de crédito privado, segundo o Financial Time.

As ações das gestoras KKR cederam 3,2% e as da Blue Owl perderam 4,7%. Os ajustes de valores dos empréstimos atingem empresas de software, que têm sido alvo de críticas nos últimos meses devido ao potencial risco de disrupção causado pela inteligência artificial.

Estadão Conteúdo

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