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Bolsas de NY fecham em queda com disparada do petróleo acima de US$ 90 e payroll fraco

O payroll abaixo do esperado contribuiu para pesar nas ações

Redação Jornal de Brasília

06/03/2026 18h32

us economy markets

Uma pessoa caminha perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em Wall Street em 17 de março de 2025 na cidade de Nova York. (Foto de ANGELA WEISS / AFP)

São Paulo, 06 – As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, 6, amealhando quedas na semana, diante do prolongamento do conflito no Oriente Médio, o que motivou a disparada do petróleo para nível acima de US$ 90. O payroll abaixo do esperado contribuiu para pesar nas ações.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,95%, aos 47.501,55 pontos. O índice voltou a fechar acima da mínima do dia, que foi de 47 009,01 pontos. O S&P 500 terminou com recuo de 1,33%, aos 6 740,02 pontos, e o Nasdaq declinou 1,59%, aos 22.387,68 pontos. Na semana, o Dow caiu 3%, o S&P 500 perdeu 2% e o Nasdaq recuou 1,2%.

O petróleo e o corte inesperado de vagas em fevereiro embaralham a perspectiva da política americana do Federal Reserve, um fator que começou a ganhar peso em comentários de dirigentes. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou nesta sexta-feira que as perspectivas econômicas dos Estados Unidos seguem cercadas por incertezas, agravadas por fatores geopolíticos.

Para o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, o resultado de fevereiro surpreendeu pela fraqueza generalizada. “Ao observar as médias móveis – que consideramos um indicador mais útil – a tendência permanece: o mercado de trabalho está esfriando. Nesse contexto, o Fed, que vinha sinalizando um retorno ao foco exclusivo em seu mandato de controle da inflação, terá de voltar a considerar também a evolução do emprego em suas decisões”, escreveu o economista.

As ações de companhias aéreas voltaram a ostentar perdas expressivas. A American Airlines fechou em baixa de 5,17%. A United Airlines caiu 3,5% e Delta recuou 3,8%. As petrolíferas tiveram ganhos modestos. A Chevron subiu 0,02% e a ExxonMobil, 0,30%.

O setor bancário votou a ceder, com destaque para o tombo de 8,5% do Western Alliance. O banco regional abriu um processo contra o Jefferies por fraude e quebra de contrato associado a um empréstimo de US$ 126,4 milhões que tinha como garantia contas a receber compradas da First Brands Group, que está em falência.

As ações da Marvell Technology dispararam 18,4%, após a fabricante de chips divulgar resultados do quarto trimestre melhores do que o esperado.

Estadão Conteúdo

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