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Bolsas de NY fecham em baixa, com CPI, disputas no Fed, balanços e geopolítica no radar

Ainda, investidores acompanharam dados da inflação americana em dezembro

Redação Jornal de Brasília

13/01/2026 18h22

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Uma placa de rua de Wall Street, no Distrito Financeiro, perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em 19 de maio de 2025, na cidade de Nova York. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP)

São Paulo, 13 – As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira, 13, pressionadas por novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã e ao chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ampliando temores de maior tensão geopolítica e colocando a independência do BC em xeque. Ainda, investidores acompanharam dados da inflação americana em dezembro.

O Dow Jones caiu 0,80%, aos 49.191,99 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com queda de 0,19%, aos 6.963,74 pontos e o Nasdaq teve baixa de 0,10%, aos 23.709,87 pontos.

A Capital Economics alerta que a interferência constante de Trump na política monetária “acabará por ter um custo” para os EUA, apesar de ainda não ter gerar grande reação nos mercados desde que a inflação continue sob controle. “Acreditamos que o mercado de ações não irá vacilar em 2026: nossa previsão é de que o S&P 500 fechará o ano em 8.000 pontos”, aponta a consultoria.

Wall Street refletiu essa perspectiva. Mesmo em meio aos temores sobre o Fed, as bolsas abriram perto da estabilidade, depois que dados benignos da inflação ao consumidor (CPI, em inglês) deram fôlego aos índices.

Contudo, a promessa de Trump de “ajudar” o Irã ao suspender contato com autoridades e incentivar protestos contra o regime persa firmaram sentimento de aversão a risco em Nova York, ao mesmo tempo em que impulsionaram cotações do petróleo. A commodity subiu mais de 3% durante a sessão, renovando maior nível dos preços desde o fim de 2025. Segundo o Commerzbank, traders já precificam possível ataque dos EUA contra Teerã.

No fronte corporativo, o JPMorgan (-4,23%) abriu a temporada de balanços com resultados que frustraram expectativas do mercado, pressionando o setor bancário. Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo também fecharam em queda.

Já a Delta Air Lines (-2,38%) superou em estimativas de lucro no quarto trimestre, mas decepcionou em projeções para 2026, também pesando sobre pares como American Airlines (-4,06%) e United Airlines (-0,76%).

Na contramão, a Moderna disparou 17,02%, depois de anunciar planos para vacina conjunta contra gripe e covid-19. A Boeing subiu 1,91%, após relatar aumento nas vendas em 2025 e compras de aeronaves pela Delta. Entre fabricantes de chips, Intel (+7,33%) e AMD (+6,39%) avançaram com melhoras em suas recomendações de ações por serviços na nuvem.

Estadão Conteúdo

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