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Bolsas de NY fecham em alta, com apetite por risco frente à redução das tensões com o Irã e Fed

O Dow Jones subiu 0,60%, aos 49.442,44 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com alta de 0,26% aos 6.944,47 pontos

Redação Jornal de Brasília

15/01/2026 18h21

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Uma placa de rua de Wall Street, no Distrito Financeiro, perto da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em 19 de maio de 2025, na cidade de Nova York. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP)

São Paulo, 15 – As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 15, em uma sessão com retomada do apetite por risco seguindo a diminuição das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o presidente americano Donald Trump fez sinalizações sobre a independência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), inclusive indicando que não planeja demitir o presidente da autoridade, Jerome Powell. Investidores acompanharam ainda a continuidade da temporada de balanços.

O Dow Jones subiu 0,60%, aos 49.442,44 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com alta de 0,26% aos 6.944,47 pontos e o Nasdaq teve avanço de 0,25%, aos 23.530,02 pontos.

Segundo uma pesquisa da “Risk”, os investidores continuam classificando a inflação entre suas principais preocupações, em meio à persistente dívida pública, pressão política sobre os bancos centrais e ameaças à independência do Fed. Neste sentido, a queda acima de 4% no barril de petróleo com a redução das disputas no Irã representa um alívio. Por sua vez, Chevron (-0,62%) e Exxon Mobil (-0,84%) operaram pressionadas.

Da temporada de balanços, o Goldman Sachs saltou 4,63%, depois de entregar lucro trimestral em linha com as expectativas e frente a projeção de aceleração da atividade de investimentos em 2026. Os papéis do Morgan Stanley subiram 5,81%, após superar em estimativas de lucro e receita. Já a BlackRock subiu 5,96%, após a maior gestora em recursos do mundo alcançar a marca inédita de US$ 14 bilhões em ativos sob gestão ao fim de 2025 e superar as expectativas do mercado para seus números trimestrais.

Os depósitos de ações (ADR) da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC) saltaram 4,47% e ajudaram a impulsionar algumas ações do setor de semicondutores em Wall Street, que também absorvia nova tarifa do governo Trump sobre importações de chips de computação avançada. A multinacional taiwanesa teve lucro acima do esperado no quarto trimestre e projetou investimentos de até US$ 56 bilhões neste ano para atender à demanda de inteligência artificial (IA). Nvidia (+2,10%) e AMD (+1,93%) também avançaram.

As ações da Boston Scientific recuaram 3,99%, em meio à aquisição da Penumbra por cerca de US$ 15 bilhões. Os papéis da adquirida saltaram 11,8%.

Estadão Conteúdo

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