Menu
Mundo

Bolsa de Nova York busca alianças no Brasil

Arquivo Geral

18/08/2009 0h00

A Bolsa de Nova York está procurando alianças estratégicas para 2010 no mercado brasileiro, como anunciou hoje em São Paulo o presidente da NYSE Euronext, grupo que controla o pregão em Wall Street, Duncan Niederauer.

Em sua primeira visita ao país, Niederauer participou do seminário “Brasil no Cenário Global” promovido pelo Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e apontou que a maior bolsa do mundo em valor de mercado selecionou “um seleto grupo” de países para futuros negócios.

“A lista inclui o Brasil nesta parte do mundo, Catar no Oriente Médio, Japão e China e, seguramente, a Índia também é um aliado importante. Nós achamos que, no caso do Brasil, há uma oportunidade real de ajudar a bolsa a ser mais global”, explicou o executivo.

Depois da fusão das bolsas de valores (Bovespa) e de Mercadorias e Futuros (BM&F), o pregão paulista passou a ser o terceiro do mundo em volume negociado (número de títulos em circulação por sua cotação), atrás apenas de Frankfurt, na Alemanha, e Chicago, nos Estados Unidos.

A bolsa nova-iorquina espera terminar o ano com 20 ofertas públicas iniciais de ações (IPO, em inglês), frente às 15 que tem até o momento, número considerado por Niederauer como “mínimo” pois o mercado americano segue em recuperação.

“A indústria de serviços financeiros foi muito inteligente em não lançar precipitadamente muitas empresas ao mercado”, ressaltou Niederauer, que comentou que as ações das 31 companhias brasileiras que cotam em Nova York movimentaram em 2008 uma média diária de US$ 4 bilhões.

O número supera a média do volume financeiro diário de todas as 392 empresas da Bovespa, que foi no ano passado de US$ 2,7 bilhões.

As empresas brasileiras são as terceiras de origem estrangeira em Wall Street, atrás das canadenses, com 74 companhias, e das chinesas, com 42.

Na visita ao país, onde se reunirá com autoridades e empresários, Niederauer destacou os avanços tecnológicos do mercado brasileiro de ações.

“Temos uma pequena aliança com as bolsas em alguns lugares do mundo, mas queremos também com a BM&FBovespa no âmbito tecnológico”, apontou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado