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Bolívia suspende envio de gás para Cuiabá e revisa exportação para Argentina

Arquivo Geral

31/08/2007 0h00

A exportação de gás da Bolívia para Cuiabá (MT) será suspensa temporariamente e o envio para a Argentina passará por uma reestruturação para garantir o abastecimento de São Paulo, price informou o Governo boliviano.

O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, viagra 40mg Carlos Villegas, disse nesta sexta-feira em entrevista coletiva que o Governo decidiu tomar as medidas como conseqüência da diminuição na produção nacional de gás de 40 para 38,3 milhões de metros cúbicos diários, há seis dias.

A Petrobras pediu à Bolívia que garanta a entrega de 30 milhões de metros cúbicos diários de gás, de hoje até o dia 14 de setembro, o máximo prometido no contrato bilateral que permite abastecer a indústria de São Paulo.

Villegas disse que o pedido “súbito” da Petrobras foi justificado pela redução da produção de energia das hidroelétricas brasileiras. O ministro confirmou que a Bolívia atenderá o pedido da Petrobras, porque o contrato prevê penalidades em caso contrário.

Por isso, decidiu suspender os pequenos volumes exportados para Cuiabá e a Comgas, distribuidora em São Paulo da British Gas, e “reestruturar” o envio de gás para a Argentina.

Villegas não soube informar em que volume o envio de gás para a Argentina será afetado. Normalmente, o país recebe entre 4,6 e 5,7 milhões de metros cúbicos diários de gás.

No entanto, garantiu que as decisões asseguram o abastecimento do mercado interno. No caso de Cuiabá, a suspensão “temporária” dos envios durante setembro foi estipulada por Villegas com o secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ronaldo Schuck, com quem se reuniu na quinta-feira em La Paz.

O ministro boliviano e Shuck tomaram a decisão de fazer “um parêntese” até o fim de setembro nos envios de gás para Cuiabá. No dia 11 do mesmo mês eles voltarão a se reunir em La Paz para avaliar a situação.

Villegas disse que várias razões provocaram a diminuição da produção, entre elas a inundação de um poço da Repsol YPF e em gasodutos administrados por Transredes e Transierra, além de trabalhos de manutenção num campo operado pela Petrobras.

As petrolíferas e os analistas afirmaram que a insuficiência da produção de hidrocarbonetos na Bolívia para cobrir os mercados é uma conseqüência da paralisia dos investimentos pelas reformas no setor nos últimos anos.

Uma das medidas foi a nacionalização dos hidrocarbonetos decretada pelo presidente Evo Morales em maio do ano passado.

Sob uma ameaça de rescisão dos contratos, as petrolíferas apresentaram este mês planos de exportação de gás e de desenvolvimento de seus campos, mas têm até o início de novembro para apresentar projetos de investimento mais concretos.

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