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Mundo

Bolívia lamenta pessimismo da Petrobras com negócios no país

Arquivo Geral

09/08/2007 0h00

O Governo da Bolívia disse nesta quinta-feira lamentar que a Petrobras seja “financeiramente pessimista” com relação aos investimentos no país e pediu que a companhia brasileira imite as estatais da Venezuela e da Argentina.

“Lamentamos que as declarações de funcionários da Petrobras se associem a um pessimismo financeiro sobre investimentos no país”, site disse o ministro da Presidência, visit web Juan Ramón Quintana.

O ministro chegou hoje a Tarija para organizar a visita dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner, que chegarão amanhã à cidade para assinar vários acordos energéticos com o colega boliviano, Evo Morales.

“O que vamos assinar amanhã com a Venezuela e com a Argentina deve ser um incentivo para que a Petrobras mude a impressão que tem de seus investimentos na Bolívia”, acrescentou.

Quintana afirmou que o Governo boliviano garantirá a Petrobras todos os seus investimentos “na medida em que sejam transparentes, favoreçam o país e a política de hidrocarbonetos, mas também a própria rentabilidade” da empresa brasileira.

O ministro enfatizou que a Petrobras deve se transformar num “parceiro estratégico” da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) como – na sua opinião – acontece agora com a Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a Enarsa da Argentina, com as quais os acordos energéticos serão assinados amanhã.

A Petrobras foi uma das empresas mais atingidas pela nacionalização decretada por Morales em maio de 2006, quando foi decidido que o Estado assumiria o controle de duas refinarias da brasileira, que em julho foram transferidas por um acordo de compra de US$ 112 milhões.

A segunda parcela, de US$ 56 milhões, deve ser paga até a próxima segunda-feira, segundo fontes do setor.

De acordo com Quintana, a Bolívia espera da Petrobras “mensagens que indiquem que é possível um projeto de integração energética na região”.

Na sexta-feira, Morales e Kirchner definirão a instalação na Bolívia de um projeto separador de componentes ricos do gás natural exportado para a Argentina.

Já a sociedade entre a YPFB e a PDVSA prevê investimentos de mais de US$ 600 milhões em prospecção e exploração de hidrocarbonetos.

Segundo Quintana, desta forma a Bolívia dá um dos “passos mais importantes” da política energética do Governo porque finalmente se materializarão acordos para a industrialização do gás natural, uma das maiores riquezas do país, com um volume calculado em 48,7 trilhões de pés cúbicos.

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