O Governo do presidente da Bolívia, link Evo Morales, disse hoje que as ameaças do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de agir se a elite local derrubar ou assassinar seu colega boliviano são uma demonstração de solidariedade continental latino-americana.
O ministro boliviano da Defesa, Wálker San Miguel, fez a afirmação hoje e acrescentou que não se deve entender essas palavras como uma ingerência, mas como a percepção de um chefe de Estado que é preciso respeitar.
Chávez disse no domingo em Cuba que, se Morales for derrubado ou morto pela oligarquia boliviana, o país não seria mais o Vietnã das idéias, mas das metralhadoras, da guerra.
San Miguel também se referiu ao caso do ex-presidente oposicionista boliviano Jorge Quiroga, que denunciou ter sido retido algumas horas na sexta-feira no aeroporto de Caracas, para onde viajou para uma reunião com políticos adversários de Chávez.
Segundo San Miguel, foram só perguntas e não uma detenção.
Quiroga é um crítico da relação entre Morales e Chávez. Ele afirmou que o presidente venezuelano é o político mais perigoso da história da América Latina e que tem pretensões hegemônicas e totalitárias.
Para o ex-presidente, a ingerência de Chávez foi clara e marcada em Peru, Nicarágua, Equador, e a tutela do Governo da revolução bolivariana sobre o presidente Morales é vergonhosa.