O Governo da Bolívia estuda um plano estratégico para aumentar o controle nas fronteiras e frear o contrabando de combustíveis, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial.
A presidente da Alfândega Nacional, Marlene Ardaya, afirmou em comunicado junto ao Ministério da Economia, que as Forças Armadas e a Agência Nacional de Hidrocarbonetos analisam um “plano estratégico” para controlar o contrabando de combustível na fronteira.
Ardaya disse que solicitou ao Governo 130 agentes alfandegários adicionais, além de 203 funcionários para controle de fronteiras durante 24 horas e 75 veículos.
No ano passado, o comércio ilegal de combustíveis a países vizinhos como o Peru, Argentina e Brasil resultou num prejuízo para a Bolívia de US$ 150 milhões segundo as estimativas do presidente Evo Morales, número que poderia duplicar-se em 2011.
No fim de dezembro, o líder anunciou o aumento do custo dos combustíveis entre 57% e 82%, que foi cancelado cinco dias depois pela pressão de vários setores sociais.