A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) adiou para 2011 o aumento dos volumes de gás natural que são enviados ao mercado argentino, informou hoje a imprensa local.
Em entrevista ao jornal “El Deber”, o presidente da YPFB, Carlos Villegas, ratificou que a estatal boliviana está “a ponto de fechar” a negociação para assinar um adendo ao contrato para a provisão de novos volumes de gás à Argentina a partir de 2011 e não 2010, como tinha sido previsto inicialmente.
Villegas assinalou que nos três últimos anos, a Bolívia conseguiu assegurar o projeto do Gasoduto Nordeste Argentino, que permitirá aumentar os envios do produto para esse mercado, “embora não da forma como queríamos”.
Explicou que o adendo ao contrato “especificará os volumes que poderão ser cumpridos à medida que a produção na Bolívia subir”, além das “garantias que devem ser dadas entre comprador e vendedor”.
Argentina e Bolívia assinaram em 2006 um contrato para a provisão de gás ao primeiro país, cuja demanda devia subir progressivamente dos 7,7 milhões de metros cúbicos diários para 27,7 milhões a longo prazo.
No entanto, este projeto não pôde avançar porque a Argentina exige da YPFB garantias para cumprir o acordo da provisão de gás, enquanto que a Bolívia reivindica segurança nos pagamentos pela venda do energético.