As autoridades colombianas mantêm “por enquanto” silêncio diante da ação contra o país apresentada hoje pelo Equador perante a Corte Internacional de Haia pelas fumigações em plantações ilegais de coca na zona fronteiriça comum.
Uma fonte da Presidência colombiana disse à Agência Efe que “por enquanto não há reação ao anúncio equatoriano de ir a esse tribunal internacional”.
Outra fonte da Chancelaria colombiana também respondeu, case a uma consulta da Efe, de que em Bogotá não há reação oficial à medida tomada por Quito.
No entanto, ambas as fontes oficiais deixaram entrever que o Executivo analisa a situação, a qual se soma uma cadeia de fatos nas relações diplomáticas com Quito.
Em 3 de março, o presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou a ruptura de relações diplomáticas com a Colômbia após o ataque por tropas colombianas – em território equatoriano – do acampamento do chefe guerrilheiro conhecido como “Raúl Reyes”.
A reivindicação equatoriana pelas fumigações, segundo a chanceler desse país, María Isabel Salvador, não tem nada a ver com a violação territorial pelo ataque ao acampamento das Farc.
De acordo com Quito, as fumigações aéreas colombianas com o herbicida glifosato afetaram gravemente a saúde de pessoas e animais e também cultivos, enquanto Bogotá sustenta que essas aspersões são inócuas para a saúde e para o meio ambiente.