O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, pediu ao Governo chinês que “invista mais em saúde e educação, dê continuidade à sua reforma financeira e liberalize mais o setor de serviços”, o que, segundo destacou, ajudará a economia nacional e mundial melhorar.
Zoellick, que está em visita oficial a Pequim e ontem se reuniu com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, defendeu a política de estímulo econômico adotada pela China em resposta à crise financeira internacional.
Segundo o presidente do BM, a recuperação econômica que a China experimenta foi possível, sobretudo, pelo crescimento do consumo interno.
“Com seu programa de estímulo e empréstimos, a China contribuiu para os primeiros sinais de recuperação global”, destacou Zoellick.
Para o americano, a economia chinesa deve terminar o ano com um crescimento de aproximadamente 8%, número que as autoridades do país já tinham previsto.
“A China conseguiu evitar que a crise mundial fosse ainda pior”, ressaltou o presidente do BM. Porém, disse ele, o país pode melhorar mais sua política, aumentando a ajuda às pequenas e médias empresas, por exemplo.
Zoellick não hesitou em destacar o papel crucial das economias em desenvolvimento, como a chinesa e a indiana, na recuperação mundial.
Na crise asiática de 97, declarou, “a única coisa que interessava da China” era saber se suas autoridades conseguiriam evitar a desvalorização da moenda nacional.
“Agora, o mundo todo, ao abrir o jornal, quer saber o que a China está fazendo”, afirmou Zoellick, que nos encontros com Wen e outros líderes chineses debateu as possibilidades de Pequim ajudar na recuperação econômica da África, da América Latina e de outras regiões em desenvolvimento.