O diplomata assegurou que as Nações Unidas e as organizações com as quais colabora estão prontas para dar início às tarefas de reconstrução “tão logo sejam suspensas as restrições à passagem dos materiais adequados”.
“Não são permitidos cimento, vergalhões, materiais de construção, e nada que realmente sirva para se construir uma casa”, disse Gaylard em coletiva de imprensa.
Lembrou que os 22 dias de operações israelenses destruíram cerca de quatro mil casas e danificaram outras 40 mil, o que deixou milhares de moradores dos territórios palestinos sem ter onde morar.
Apesar dessas necessidades, e de contar com promessas de ajuda financeira internacional, a reconstrução não pode começar pelo fechamento dos postos fronteiriços israelenses.
As autoridades militares somente permitem a importação “de uma lista limitada de produtos alimentícios e alguns remédios”, ressaltou.
“Em resumo, o bloqueio de Gaza segue de pé”, completou Gaylard.
O coordenador humanitário da ONU lembrou ainda que o secretário-geral do órgão, Ban Ki-moon, pede ao Governo israelense para que abra os postos fronteiriços, que constituem “um castigo coletivo para 1,5 milhão de pessoas”, segundo o próprio Gaylard. EFE