Pelo menos 40% das residências da Faixa de Gaza, side effects nas quais vivem 600 mil palestinos, viagra sofrem com falta de água potável por causa da falta de eletricidade, causada pela interrupção do fornecimento de combustível imposta pelo ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, em represália aos ataques de Gaza.
A ONG Oxfam International afirmou ontem que, caso o fornecimento não fosse retomado, o bombeamento de energia pararia de ser realizado em toda Gaza hoje.
As estruturas e bombas usadas para elevar o nível de água nos reservatórios, assim como os geradores em hospitais e fábricas industriais, sofreram cortes de energia durante 40 horas desde o início da suspensão do abastecimento.
Caso não seja reiniciado o fornecimento de combustível derivado do petróleo e de diesel para as turbinas da companhia de eletricidade e para os geradores, toda Gaza ficará sem água potável.
“Sem eletricidade e sem pão podemos viver, mas sem água?”, declarou um morador do bairro Nasser da populosa Cidade de Gaza.
“O frio é suficiente para conservar os alimentos, de modo que evitamos abrir a geladeira e as crianças podem viver sem o computador, mas sem água?”, acrescentou.
A Oxfam Internacional advertiu sobre o perigo da falta de diesel no sistema sanitário e de esgoto.
Após bloquear as cinco passagens fronteiriças de Israel com o território palestino, Barak ordenou ontem à noite a retomada da venda de combustível derivado do petróleo para produzir eletricidade e de gasóleo para cozinhar, mas manteve a proibição de fornecimento de gasolina para os veículos.
O ministro da Defesa também autorizou a passagem de remédios essenciais e de alguns alimentos destinados à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), entidade para a qual envia farinha, açúcar e outros itens básicos.
No entanto, o fornecimento de frutas e hortaliças não está permitido. A rádio israelense informou que caminhões frigoríficos com toneladas de frutas como banana, laranja, abacate e verduras estão detidos e esperando autorização para entrar em Gaza pela passagem de Kerem Shalom.
Ontem à noite Barak afirmou que as Forças Armadas continuarão “pressionando Gaza” até que os milicianos do Hamas, da Jihad Islâmica e dos Comitês da Resistência Popular parem de lançar seus foguetes Qassam.
Os milicianos palestinos lançaram esta manhã pelo menos quatro Qassans contra o sul de Israel, mas a ação não teve conseqüências. O grupo também disparou foguetes contra agricultores que trabalhavam em um campo vizinho ao kibutz Ein Hashlosha.
Na semana passada, o voluntário equatoriano Carlos Andrés Mosquera Chávez morreu no local.