Quase três dias após a histórica transferência de poder em Cuba, troche more about nem o presidente Fidel Castro nem seu irmão Raúl, discount que assumiu interinamente o comando do país, foram vistos pelo ansioso público cubano.
O assessor Ricardo Alarcón afirmou a um programa de rádio dos Estados Unidos na ontem que Fidel, que foi operado em razão de uma hemorragia intestinal, estava "muito alerta" e descansando após abrir mão do poder pela primeira vez em 47 anos.
Nenhuma fotografia ou imagens na televisão de Fidel Castro, de 79 anos, foram exibidas ao público após a cirurgia, e também não havia sinais do ministro da Defesa, Raúl Castro, de 75 anos, indicado pelo irmão como seu sucessor.
"Não sabemos o que está acontecendo. Estamos esperando Raúl falar", declarou Vilma Gutierrez, mãe de três filhos que trabalha numa loja estatal que vende batatas e bananas. Seu bairro foi palco de choques em 1994 durante a crise econômica desencadeada pelo colapso da União Soviética. Com um dedo sobre os lábios, ela falou: "As pessoas têm ficado de boca fechada. Elas não sabem o que vai acontecer".
Houve um leve aumento na presença policial nas partes mais pobres de Havana e organizações comunistas do bairro prepararam seus "grupos de resposta rápida" utilizados para reprimir a violência.
Alguns cubanos com parentes nas forças de segurança e no Exército disseram que eles foram mobilizados nos quartéis e delegacias como medida de precaução. Mas as ruas de Havana, com seus estilosos prédios antigos dilapidados por anos de descuido, estavam tranquilas.
Fidel Castro, o che fe de governo há mais tempo no poder no mundo, deu a seu irmão Raúl poderes provisórios como chefe das Forças Armadas, do Partido Comunista e do Conselho de Estado. Alarcón garantiu que Fidel continua lúcido. "Ele está num período normal de recuperação após uma cirurgia importante. Isso é essencialmente o que eu tenho a dizer, mas ele está muito vivo e muito alerta", afirmou o assessor do líder cubano ao programa Democracy Now!.
Um grupo de exilados cubanos em Miami fez um chamado aos oficiais militares e aos civis para que estabeleçam um governo provisório para "encerrar a ditadura dos irmãos Castro". "Estamos pedindo àqueles que estão no Exército em Cuba que se apoderem de seu próprio futuro e estabeleçam uma autoridade provisória com membros civis e militares de Cuba que não querem essa sucessão de poder", disse o secretário da Fundação Nacional Cubano-Americana, Jorges Mas Santos.
Fidel Castro não é visto em público desde 26 de julho e as poucas informações sobre sua condição serviram para espalhar rumores nos EUA de que ele poderia estar morto ou praticando um "ensaio" para sua sucessão. Raúl, que goza de lealdade no Exército e na polícia, é visto como alguém competente, embora alguns analistas estrangeiros duvidem que ele tenha o carisma para preservar o sistema.
O governo Bush, que afirma que não vai aliviar seu embargo econômico contra Cuba mesmo se Raúl assumir o posto de forma permanente, pediu aos cubanos que não tentem atravessar o estreito que separa a ilha da Flórida. "Este não é um momento para as pessoas tentarem entrar na água e ir para qualquer lado", afirmou o porta-voz da Casa Branca Tony Snow.
Washington mant ém um embargo a Cuba desde 1962 e tentou várias vezes matar Fidel, uma das vezes com um charuto envenenado. Kim Jong-il, o recluso líder comunista da Coréia do Norte, mandou uma mensagem desejando a rápida recuperação a Fidel Castro. "Eu desejo a voc ê, sinceramente, a rápida recuperação de sua saúde para que você possa continuar a praticar de forma excelente a revolução cubana e o grande mandato que lhe foi dado pelo povo de Cuba", disse Kim a Fidel num telegrama.
O presidente iraniano, viagra Mahmoud Ahmadinejad, e outros líderes islâmicos pediram hoje uma suspensão dos ataques israelenses no Líbano e em Gaza, e avaliaram a inclusão de soldados muçulmanos numa futura força internacional de manutenção de paz.
Pressionados por protestos nas ruas de seus países e pelo crescente número de vítimas entre a população islâmica no sul do Líbano, alguns membros da Organização da Conferência Islâmica (OIC) se reuniram p ara uma sessão especial, mais de três semanas após o início da crise.
Foi Ahmadinejad, com suas opiniões radicais sobre Israel, quem deu ânimo ao encontro, num momento em que a OIC tenta se fazer ouvir nos meios diplomáticos. "Embora a principal cura (para a situação) seja a eliminação do regime sionista, neste momento um cessar-fogo imediato deve ser implementado", declarou o presidente iraniano aos colegas da OIC.
"A Grã-Bretanha e os Estados Unidos, como principais associados do regime sionista em sua ofensiva no Líbano, devem compensar o Líbano pelos estragos. Esses governos devem responder pelos seus crimes no Líbano", afirmou ele. Ahmadinejad também pediu a todas as nações árabes e islâmicas que rompam os laços políticos e econômicos com o Estado judaico.
Resumindo a frustração de muitos no mundo muçulmano, o premiê de Bangladesh, Khaleda Zia, observou: "A questão que deve ser colocada é por que esta reunião não foi realizada antes?". A ofensiva de Israel contra o Hezbollah no Líbano já matou mais de 900 pessoas e feriu 3.000, sendo um terço das vítimas menores de 12 anos, disse o premiê libanês Fouad Siniora numa mensagem em vídeo à conferência.
Entre os participantes estavam o presidente da Indonésia, o mais populoso país muçulmano do mundo, e os primeiros-ministros da Turquia e do Paquistão. "Precisamos mostrar que estamos preparados para contribuir com forças para operações de manutenção de paz sob comando da ONU", afirmou Abdullah Ahmad Badawi, premiê da Malásia e anfitrião do encontro. "A Mal ásia está pronta a fazer isso".
Enquanto seus líderes discutiam a portas fechadas, diplomatas da OIC diziam que não estava claro se a conferência aprovaria uma proposta de colocar "capacetes azuis" muçulmanos sob o controle da ONU. O texto final em discussão também pedia investigação sobre possíveis crimes de guerra de Israel em sua campanha contra alvos no sul do Líbano e em Gaza.
O documento também pede um cessar-fogo imediato, pressionando Israel e seu principal aliado, os EUA, a muda rem o discurso e aceitarem suspender o combate primeiro para que as forças de manutenção de paz sejam enviadas depois.
O primeiro-ministro britânico, link Tony Blair, purchase declarou hoje esperar um acordo nos próximos dias sobre uma resolução na Organização das Nações Unidas (ONU) visando a alcançar um cessar-fogo imediato no Líbano.
"Estou agora esperan çoso de que teremos uma resolução muito em breve fechada nos próximos dias. O objetivo desta resolução será conseguir um cessar-fogo imediato e então criar as condições para que seja enviada uma força internacional, em apoio ao governo libanês", disse o premiê em uma entrevista coletiva.