A África precisa de políticos santos que combatam a corrupção e trabalhem pelo bem comum, afirmaram hoje bispos africanos, que acrescentaram que a aids não é combatida com a distribuição de preservativos e que defenderam a castidade e a fidelidade como métodos imprescindíveis nessa luta.
As afirmações estão incluídas na mensagem final aos fiéis da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, que foi aprovada hoje pelos 244 prelados que, desde 4 de outubro e até o domingo, estão reunidos no Vaticano.
A assembleia tem o tema “A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo”.
Além da mensagem, os prelados também aprovarão as propostas com as quais o papa Bento XVI preparará a Exortação Apostólica, documento com o qual oficialmente se fecha um Sínodo e que é publicado vários meses depois da reunião.
A mensagem, segundo antecipou a “Rádio Vaticano”, está dividida em sete partes, nas quais se pede aos sacerdotes que sejam fiéis ao celibato, à castidade e que não se sintam atraídos pelos bens materiais.
O texto também pede aos jovens que tenham cuidado com as ideologias “modernas” e à comunidade internacional que trate a África com respeito e dignidade, e que mude as regras do jogo econômico e da dívida externa africana.