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Mundo

Bill Clinton cobra ajuda de países que prometeram socorrer Haiti

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

O enviado especial da ONU para o Haiti, o americano Bill Clinton, convidou hoje a comunidade internacional a apoiar um plano de desenvolvimento para o país e disse que apenas Estados Unidos e França cumpriram sua parte no compromisso de doar US$ 350 milhões à nação caribenha.

Em abril, durante uma cúpula em Washington, a comunidade internacional se comprometeu a desembolsar a quantia para financiar o programa de dois anos que o presidete haitiano, René Préval, elaborou para reconstruir o país.

O projeto busca reduzir a vulnerabilidade da nação aos desastres naturais, revitalizar a economia, manter o acesso aos serviços básicos e preservar um marco macroeconômico estável.

O apelo do ex-chefe de Estado americano foi feito durante um discurso em uma reunião internacional de negócios realizada na capital haitiana. Durante a apresentação em Porto Príncipe, Clinton afirmou que o “momento atual é de muitas oportunidades no Haiti”.

Essas chances, destacou, não são apenas para investidores que buscam lucro, mas também para os haitianos, que passam a ter perspectivas de um futuro melhor e mais seguro.

Clinton reiterou sua mensagem de esperança à nação ao ressaltar que a presença de representantes de empresas do Caribe e da América Latina no evento representava “um passo adiante para o Haiti”.

Nesta semana, em Miami, o ex-presidente americano afirmou que esta é a primeira vez em muitas décadas que o Haiti encontra-se em condições de sair da pobreza em que se encontra.

O enviado da ONU, junto com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, está no Haiti para liderar uma missão de negócios com cerca de cem empresários estrangeiros que buscam possibilidades de negócios no país caribenho.

Os investidores são de países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Colômbia e República Dominicana. A eles, Clinton pediu que ajudem a mudar a imagem negativa do Haiti e a melhorar a visibilidade da nação no cenário internacional.

“Digam às pessoas o que viram e ouviram”, pediu Clinton, referindo-se às informações positivas recebidas.

O enviado também pediu que os haitianos que vivem fora do país que invistam nele. Ao mesmo tempo, destacou a importância de o Governo investir nas áreas sociais.

Quanto ao campo político, Clinton comentou que existe uma certa estabilidade. “Hoje, os riscos políticos no Haiti são os mais baixos que eu vi em toda minha vida”, disse.

Já em relação ao comércio e à agroindústria, comentou: “Estamos tentanto relançar o turismo no Haiti”, que tem “um enorme potencial” nesse campo.

Para o ex-presidente, o apoio à pequena empresa, para garantir o “emprego sustentável”, e o investimento em infraestruturas são outras necessidades do país, onde é urgente construir estradas e aeroportos.

Clinton disse ainda que a população haitiana é inteligente. Como exemplo, destacou que 11% dos médicos negros nos EUA são de origem haitiana, apesar de só 1,5% dos americanos negros serem do Haiti.

Por isso, frisou o político americano, os haitianos que vivem fora do país, principalmente nos EUA, Canadá, França e República Dominicana, podem ter um papel relevante na recuperação dele.

O enviado da ONU acrescentou que fará um acompanhamento da reunião para saber do que os investidores precisam e o que pode ser feito para facilitar as ações deles.

O presidente do BID coincidiu com Clinton ao apontar a importância que o momento atual tem para a transformação do país. “É hora de investir no Haiti”, ressaltou.

Em nota, o órgão depois anunciou uma doação de US$ 25 milhões para melhorar a rede de estradas no sul do país.

O dinheiro vai usado para “reduzir o tempo de viagem e os custos com transporte”, e também para “melhorar as condições de vida” em alguns departamentos.

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