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Mundo

Biden garante apoio dos EUA ao Paquistão contra terrorismo

Arquivo Geral

09/01/2009 0h00

O vice-presidente eleito americano, troche Joseph Biden, que se reuniu hoje com as autoridades políticas e militares do Paquistão para mediar a tensão com a Índia por causa dos atentados de Mumbai, assegurou que o novo Governo dos EUA continuará cooperando com Islamabad contra o terrorismo.


Biden, que liderou uma delegação que incluía o senador republicano Lindsey Graham, se reuniu com o presidente, Asif Ali Zardari, o primeiro-ministro, Yousef Raza Guilani, e o chefe do Exército, Ashfaq Kiyani, entre outros, segundo uma nota divulgada pela embaixada dos EUA na capital paquistanesa.


De acordo com outro comunicado emitido pelo escritório da Presidência, o vice-presidente eleito garantiu ao Paquistão que a Administração de Barack Obama “acredita em um compromisso durável, real e amplo com o Paquistão” para “apoiar a estabilidade e democracia nascente” no país do sul da Ásia.


Biden classificou o Paquistão como um “aliado e parceiro importante”, reconheceu seu papel na luta contra o terrorismo e justificou com isso que Washington seja “positivo” na hora de ajudá-lo, informou a nota.


Por sua parte, Guilani pediu a Biden que os EUA agilizem o processo de fornecimento da assistência prometida para desenvolver a capacidade técnica das forças paramilitares do Paquistão, de acordo com um comunicado oficial divulgado por seu escritório.


O primeiro-ministro ressaltou a necessidade de que Washington confie em Islamabad, que, “como aliado, não pode ser inimigo ao mesmo tempo”.


Guilani expôs que uma maior cooperação militar permitiria ao Exército do Paquistão realizar ataques semelhantes aos que aviões não-tripulados das tropas dos EUA destacadas no Afeganistão efetuam em território paquistanês contra alvos insurgentes, mais de 20 desde agosto do ano passado, especificou a nota.


Em um destes ataques, que causam grande rejeição pública, mas contam com o consentimento tácito do Paquistão, morreu há oito dias, em 1º de janeiro, o chefe de operações da Al Qaeda no país, Osama al Kini, e seu braço direito, Sheikh Ahmed Salim Swedan, confirmaram hoje fontes de inteligência paquistanesas à imprensa local.


Nenhum dos comunicados oficiais fez referência alguma à tensão atual entre Paquistão e a Índia, embora fontes oficiais citadas pelos canais locais assegurem que este assunto foi discutido nas conversas.


Segundo a emissora de TV privada “Dawn”, Biden expôs a necessidade de que ambas as potências nucleares cooperem contra o terrorismo.


O primeiro-ministro Guilani havia declarado hoje previamente à imprensa local que a principal agência dos serviços secretos paquistaneses, o ISI, respondeu ao dossiê com provas sobre os atentados que a Índia facilitou esta semana ao Paquistão.


“(O ISI) contestou e proporcionou certa informação”, limitou-se a dizer Guilani, que evitou entrar em detalhes.


Consultado pela Agência Efe, o porta-voz do ISI, Zafar Iqbal, também se recusou fazer comentários.


Também hoje, em discurso pronunciado durante um seminário, Guilani afirmou que a situação na fronteira com a Índia “ficou muito frágil”, ao mesmo tempo em que classificou de “lamentável” que seu país vizinho tenha decidido suspender o diálogo de paz que ambos iniciaram em 2004.


Durante o dia, Biden, que em menos de duas semanas assumirá o cargo como vice-presidente e abandonará a chefia da Comissão de Relações Exteriores do Senado, recebeu das mãos de Zardari a mais prestigiosa condecoração civil, o Hilal-i-Pakistan, como reconhecimento a seus serviços ao Paquistão.


 

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