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Mundo

Biden aborda crise na Ucrânia em primeiro discurso de Estado da União

“Nesta noite, nos encontramos aqui como americanos, com a convicção de que a liberdade sempre vai vencer a tirania”

Evellyn Luchetta

01/03/2022 23h50

Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez seu primeiro discurso de Estado da União. O assunto principal da fala foi a crise na Ucrânia. Durante a ocasião, o mandatário disse que “nesta noite, nos encontramos aqui como americanos, com a convicção de que a liberdade sempre vai vencer a tirania”.

“Seis dias atrás, Vladimir Putin tentou abalar as fundações do mundo livre, acreditou que poderia nos dobrar diante das suas ameaças, mas fez um péssimo cálculo. Achou poder avançar sobre a Ucrânia e que o mundo o deixaria fazer, mas ele se deparou com algo que não podia imaginar, o povo ucraniano”, afirmou.

Biden citou ainda Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia. “Nesta luta, o presidente disse que ‘a luz vai vencer a escuridão'” Na fala, durante uma salva de palmas com a plateia em pé, o presidente americano pediu que a embaixadora da Ucrânia nos EUA, presente no local, ficasse em pé para simbolizar a sua força. “Obrigado! Muito Obrigado!”, agradeceu Biden.

Ele seguiu dizendo que quando os ditadores não pagam pelos seus crimes, a ameaça ao mundo continua aumentando, por isso a Otan teria sido criada. “Para garantir a paz e a estabilidade da Europa do depois da 2ª Guerra Mundial. A diplomacia americana é importante. Putin atacou a Ucrânia de forma premeditada, ele rejeitou os esforços diplomáticos e acreditou que o Ocidente e a Otan não iria responder, mas ele estava errado, nós estamos unidos.”, garantiu.

A Otan

A tensão entre Rússia e Ucrânia se deu, principalmente, pela aproximação da Ucrânia com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A organização surgiu em 1949 durante a Guerra Fria, à época, o intuito era lutar contra a expansão do comunismo e do avanço de possíveis ataques da União Soviética (formada por Rússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, Moldova, Geórgia, Armênia e Azerbaijão no continente Europeu e Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão no continente Asiático).

Após a queda do Muro de Berlim, em 1989, marcando o fim da Guerra Fria e o fim da URSS em 1991, a Otan reformulou o motivo de sua existência e continuou existindo como organização internacional. Atualmente, sob liderança dos Estados Unidos, 30 países são participantes do grupo.

A Otan simboliza uma união do Ocidente, algo que a Rússia sempre foi contra. No entanto, o país sempre manteve o diálogo aberto com os EUA e a Europa. Porém, para Putin, é inaceitável que países que fazem fronteira com a Rússia se unam a Otan, algo que poderia simbolizar uma ameaça geopolítica e econômica.

A Ucrânia não faz parte da Otan, mas é considerada um país parceiro e recentemente vem aumentando o diálogo sobre entrar para a aliança. O movimento é condenado pelo governo russo. A tensão desencadeou na invasão Rússia na Ucrânia no dia 24 de fevereiro.

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