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Mundo

BID amplia fundo para segurança na América Latina para US$ 4 bilhões

Anúncio foi feito em Brasília durante cúpula que também marcou a entrada da Interpol em força-tarefa de resposta rápida.

Redação Jornal de Brasília

05/08/2026 15h14

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ampliou de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões o volume de financiamento destinado a projetos de combate à violência e ao crime organizado na América Latina e no Caribe entre 2026 e 2028. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5), durante a abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

Segundo o presidente do BID, Ilan Goldfajn, quase 60% das metas previstas para três anos da iniciativa já foram alcançadas em apenas um ano. Ele atribuiu a ampliação dos recursos à forte demanda dos países da região, onde a segurança pública se tornou uma das principais preocupações dos governos. Goldfajn também afirmou que, embora a América Latina concentre cerca de 8% da população mundial, responde por aproximadamente 33% dos homicídios registrados no planeta.

No evento, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, defendeu a ampliação da cooperação internacional e o compartilhamento de informações para combater organizações criminosas transnacionais. Segundo ele, o enfrentamento ao crime não deve se limitar às manifestações finais da violência, mas também à desarticulação financeira das facções. O ministro disse ainda que as estruturas criminosas se adaptaram à globalização, passaram a operar em rede e utilizam os sistemas financeiros internacionais para movimentar recursos com rapidez.

A cúpula também marcou a entrada da Interpol na Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado, mecanismo criado para oferecer assistência técnica especializada e apoio a países que enfrentem crises ou ameaças emergenciais. O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que segurança, justiça e desenvolvimento devem ser tratados de forma integrada e disse que a parceria permitirá ampliar a capacidade de resposta dos países da região por meio de missões técnicas, intercâmbio de conhecimento e fortalecimento operacional.

Durante o encontro, o BID e o governo brasileiro assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado. O acordo prevê até R$ 5 bilhões em recursos para apoio técnico e financeiro ao Programa Brasil contra o Crime Organizado, com investimentos voltados à qualificação da investigação de homicídios, fortalecimento da segurança nos presídios, combate financeiro às organizações criminosas e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.

Criada para promover respostas coordenadas aos desafios de segurança da América Latina e do Caribe, a Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento reúne 23 países-membros e 14 parceiros estratégicos. A iniciativa busca impulsionar investimentos e apoiar políticas voltadas à prevenção da violência, fortalecimento institucional, modernização dos sistemas de justiça e combate aos mercados ilícitos. Durante a cúpula, o Brasil assumiu a presidência temporária do grupo pelos próximos 12 meses.

Com informações da Agência Brasil

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