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Mundo

BID afirma que América Latina está preparada para desaceleração dos EUA

Arquivo Geral

07/04/2008 0h00

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tadalafil Luis Alberto Moreno, afirmou hoje que a América Latina e o Caribe estão melhor preparados para enfrentar a desaceleração da economia dos Estados Unidos e negou que a crise afetará igualmente toda a região.

“Ninguém sabe com certeza que conseqüências esta conjuntura trará, mas estamos preparados mais do que nunca para enfrentá-la”, declarou Moreno na abertura da 49ª Reunião Anual da Assembléia de Governadores do BID, em Miami.

Até o momento, as repercussões foram moderadas, e o comportamento dos bônus soberanos, das taxas de câmbio e das bolsas de valores indica que os mercados estão reconhecendo a força da região, destacou.

Entre os indicativos de que a região está bem preparada, Moreno mencionou as reservas internacionais de US$ 450 milhões e o pequeno aumento do fluxo de investimento estrangeiro para US$ 95 bilhões em 2007.

O sólido crescimento econômico a taxas da ordem de 6%, a passagem do Brasil da condição de devedor a credor líquido e o Peru, que obteve grau de investimento, são outros sinais de que a região tem avançado em suas tarefas para fortalecer a macroeconomia.

No entanto, o presidente do BID afirmou que há incerteza sobre o que acontecerá com uma desaceleração da economia americana e lembrou que a região está entrando apenas na zona de turbulência.

Para esclarecer algumas das dúvidas, Moreno disse que a América Latina não é mais um bloco monolítico e por isto a crise não a afetaria uniformemente.

“É lógico que uma desaceleração dos EUA afetará com mais intensidade os que estão mais integrados com a economia americana e aqueles que recebem grandes fluxos de remessas deste país”, declarou.

A heterogeneidade também é uma “boa notícia”, pois há menos risco com maior diversificação, afirmou.

“Ao viver tempos de incerteza na economia global, devemos estar conscientes de que os riscos poderiam aumentar nos meses por vir, então é fundamental antecipar os problemas que possam derivar de uma desaceleração global e estar preparados para enfrentá-los”, acrescentou.

Moreno recomendou o reforço das políticas fiscais que, segundo ele, foram insuficientes, pois boa parte dos incrementos nas entradas foram gastos com despesas correntes.

“Em uma conjuntura de desaceleração, os déficits poderiam voltar a aflorar, e os Governos veriam reduzidas suas opções de política”, alertou.



 

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