A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, order seqüestrada há quase seis anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), store já foi transportada em redes várias vezes durante seu período em cativeiro devido a problemas de saúde, revelou outro refém em carta divulgada hoje.
Em uma mensagem enviada à família, o coronel Luis Mendieta, seqüestrado pelas Farc há mais de nove anos, conta algumas das situações difíceis vividas pelos reféns e da saúde abalada de muitos deles.
A carta fala dos problemas de saúde do próprio Mendieta; do ex-governador do departamento colombiano de Meta Alan Jara; do capitão Enrique Murillo e de Ingrid Betancourt, entre outros, e narra as dificuldades que passaram em longas caminhadas pela selva.
“À medida que os dias passavam, alguns foram adoecendo. Assim ocorreu comigo e com Ingrid. Nos transportavam em redes, as quais estavam atadas a um pedaço de madeira que fazia as vezes de maca”, diz a carta de Mendieta, datada de 21 de dezembro de 2007 e lida hoje por sua filha Jenny em uma rádio colombiana.
O oficial acrescenta que, como a caminhada deveria continuar, os que estavam doentes eram transportados nas condições mencionadas, e que assim pôde “falar rapidamente com Ingrid”.
A carta foi entregue ontem à noite aos familiares do coronel em Bogotá pela ex-seqüestrada Consuelo González de Perdomo, libertada pelas Farc no último dia 10 junto com Clara Rojas, ex-companheira de chapa de Betancourt nas eleições presidenciais de 2002.
Rojas e Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, foram seqüestradas pelas Farc no dia 23 de fevereiro de 2002 nas selvas do departamento do Caquetá, no sul colombiano.
Após sua libertação, Rojas disse que havia sido separada de Betancourt há três anos e que desde então não tinha informações sobre ela.
Em novembro passado, as autoridades colombianas divulgaram fotografias e vídeos de mais de dez seqüestrados, entre eles Betancourt, que aparece magra, fraca e cabisbaixa.