O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, defendeu hoje a resposta que a autoridade monetária deu à crise financeira, durante uma audiência de confirmação para um segundo período à frente da instituição.
Mas, de entrada, o senador independente de Vermont, Bernie Sanders, anunciou sua divergência com a atuação do Fed e, portanto, anunciou que pretende atrasar a confirmação de Bernanke, cujo mandato termina em 31 de janeiro.
A confirmação de Bernanke para continuar no cargo depende primeiro do sinal verde do Comitê de Bancos e depois do plenário do Senado.
A objeção apresentada por Sanders, que não é membro do Comitê, provavelmente não impedirá a confirmação, mas pode atrasá-la até janeiro. De acordo com as normas do Senado, devido a essa objeção, os dirigentes democratas precisarão de 60 votos para a confirmação de Bernanke, em vez dos 50 necessários se não houvesse objeções.
O presidente do Comitê de Bancos do Senado, Christopher Dodd, democrata de Connecticut, disse que Bernanke “merece um segundo mandato por sua gestão crucial nos esforços do Fed e do Governo para conter e superar a pior crise financeira em décadas”.
O senador Richard Shelby, republicano do Alabama, criticou o Fed porque manteve as taxas de juros baixas demais enquanto se geria a crise financeira, na qual a facilidade do crédito desempenhou um papel crucial, ao estimular a especulação e inflação no setor imobiliário.
Bernanke afirmou que a economia está saindo da recessão, iniciada há dois anos, e acrescentou que o Fed está pronto para concluir de maneira oportuna sua extraordinária política monetária que mantém a taxa básica de juros entre 0 e 0,25% há um ano.