O líder da oposição conservadora italiana, remedy Silvio Berlusconi, this web rejeitou hoje o Governo de transição proposto pelo presidente da República para reformar a lei eleitoral e insistiu na necessidade da convocação urgente de eleições antecipadas.
“Não existem possibilidades de diálogo sobre a lei eleitoral. A única necessidade do país é a de não perder tempo. Há muitas emergências e, portanto, é necessário um Governo operacional com todos os poderes e uma maioria parlamentar”, declarou Berlusconi.
Após dizer que não há outra solução para acabar com a crise iniciada com a renúncia do primeiro-ministro Romano Prodi, o magnata da TV privada e líder de centro-direita, favorito nas últimas pesquisas, disse que, quando um Governo cai, deve-se “voltar a votar”.
Após quatro dias de consultas, o chefe de Estado, Giorgio Napolitano, pediu hoje ao presidente do Senado, Franco Marini, que observe se existe a possibilidade de alcançar os consensos necessários para formar um Governo que procure aprovar uma nova lei eleitoral e realizar as reformas mais urgentes.
Ao contrário de Berlusconi, Walter Veltroni disse que seu partido (Democrata, de centro-esquerda) apoiará um Governo transitório que convoque eleições após uma reforma eleitoral ou após a votação no plebiscito (sobre a reforma constitucional), previsto para meados de abril.
Em geral, os membros da coalizão de centro-esquerda – A União -, aplaudiram a decisão de Napolitano, enquanto os de centro-direita se posicionaram contra a decisão do presidente italiano.
“É o que tínhamos pedido e agora só esperamos que se consiga um consenso para mudar a lei eleitoral”, declarou o secretário da Refundação Comunista, Franco Giordano.
O líder da União de Democratas Cristãos e de Centro (UDC), Pierferdinando Casini – aliado de Berlusconi -, afirmou que escutará atentamente o presidente do Senado, mas acredita na dificuldade de se chegar a um consenso para mudar a lei eleitoral.
O presidente dos senadores da direitista Aliança Nacional, Altero Matteoli, apoiou a decisão de Napolitano, mas reafirmou que Marini tem diante dele uma “missão impossível”, e a única solução para a crise é ir às urnas.