“O Governo continua serenamente, com mais vontade, já que se considera absolutamente indispensável para a democracia e para o bem-estar do país”, disse a Rádio Rai ao comentar a decisão do tribunal, que derrogou a lei conhecida como “Laudo Alfano”, que impedia que prosseguissem os processos que tem pendentes.
Berlusconi acrescentou que governou sem essa lei de 2001 a 2006 “e continuaremos” fazendo-o sem ela.
Considerou que os dois casos nos quais se lhe implica são “farsas, ridículos e absurdos” e que demonstrará aos italianos, “inclusive acudindo à televisão”.
“Me defenderei mais vezes nos tribunais e exporei ao ridículo aos acusadores, mostrando aos italianos de que material são feitos”, acrescentou o primeiro-ministro.
E acrescentou: “menos mal que está Silvio (se referindo a ele em 3ª pessoa), já que de outra maneira o país acabaria em mãos da esquerda que tem uma organização na magistratura que usa o Poder Judiciário com fins políticos”.
Na mesma linha de ontem, voltou a acusar ao chefe do Estado, Giorgio Napolitano, de ser de esquerda. Ontem à noite logo após conhecer a sentença, Berlusconi acusou ao Presidente da República de não haver-lhe defendido e disse que “todos sabemos de que lado está”.