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Mundo

Berlusconi diz que não quer fazer grandes acordos de governo

Arquivo Geral

24/02/2008 0h00

O ex-presidente do Governo italiano e líder do Povo da Liberdade (PDL), symptoms Silvio Berlusconi, buy desmentiu hoje que tenha falado sobre “querer trabalhar por amplos acordos” caso o resultado das eleições legislativas que ocorrerão em abril sejam muito apertados, como aconteceu em 2006.

Berlusconi, que participou de um ato convocado pela legenda Populares Liberais (incluída na lista do PDL), referia-se a um programa de televisão do “Canale 5” do qual participou sexta-feira à noite.

“Esta manhã li os jornais e saiu que eu teria dito querer trabalhar por amplos acordos. Quero desmentir, imediatamente”, disse Berlusconi.

“Estamos aqui para ganhar e ter uma grande maioria e para ter, como conseqüência, não só o direito, mas, melhor dito, o dever de governar a Itália”, afirmou.

O líder do PDL, após as reuniões, explicou que “a realidade exclui a hipótese dos amplos acordos. Falei disso como uma hipótese”.

Berlusconi afirmou às pessoas que compareceram ao ato que as pesquisas dão de “10 a 12 pontos de vantagem” ao PDL, no qual estão reunidos seu partido, o Forza Itália, com a direitista Aliança Nacional, enquanto a Liga Norte está federada ao mesmo.

O Povo da Liberdade é “o centro” do arco político italiano, disse Berlusconi, que negou que tenha tomado uma inflexão à direita, “como nossos adversários querem fazer crer”.

Em 15 dias, Berlusconi apresentará o programa da legenda, que “será a continuação do trabalho” que fez durante seus cinco anos de Governo antes do atual Executivo interino de Romano Prodi.

Por sua parte, o líder do Partido Democrático, Walter Veltroni, continuou na localidade de Cesesa a viagem que empreendeu por toda a Itália para apresentar seu programa.

Questionado sobre a possibilidade de um grande acordo no caso de um resultado muito acirrado do pleito, Veltroni considerou que o PDL “já não tem certeza de vencer”.

Além disso, indicou que seu partido quer ganhar e, no dia seguinte, começar “com a convergência sobre as reformas” institucionais, como a redução do número de parlamentares ou a simplificação do processo legislativo.

Neste sentido, indicou que “as reformas institucionais fazem-se juntas, os Governos separados”.

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