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Berlusconi diz que ampliará maioria e que Itália não precisa de eleições

Arquivo Geral

14/12/2010 18h22

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, revelou nesta terça-feira que confia em poder ampliar sua maioria no Parlamento e ressaltou que não há na Itália a necessidade de convocar eleições antecipadas, depois que seu Governo obtivesse a confiança no Senado e superasse duas moções de censura na Câmara dos Deputados.

“A atividade do Governo seguirá adiante com segurança, sem esfriamentos e sem dúvidas”, sentenciou o chefe do Executivo durante a apresentação do último livro do jornalista Bruno Vespa, sua primeira aparição pública depois da votação.

Perguntado sobre a possibilidade de convocar eleições, sugerida por alguns parlamentares, Berlusconi ressaltou que a Itália “não tem necessidade nestes momentos de viver uma campanha eleitoral”, ideia com a qual, de acordo com Berlusconi, concorda o presidente da da Itália, Giorgio Napolitano.

“Temos que demonstrar que somos um país sólido, compacto, governado e com estabilidade”, declarou o primeiro-ministro, que garantiu que tem “os números para ampliar a maioria no Parlamento”.

Berlusconi admitiu a possibilidade de ampliar a maioria com os democratas-cristãos da UDC e “também com outros grupos no Parlamento, como os democratas-cristãos de esquerda, que hoje estão no seio do Partido Democrata (PD)”, mas não com Futuro e Liberdade (FLI), o partido daquele que foi seu parceiro de Governo durante 16 anos, Gianfranco Fini.

Berlusconi fechou definitivamente as portas para as negociações com o FLI “pelo comportamento negativo de seus homens”.

Sobre Fini recai grande parte da responsabilidade da crise que foi vivida pelo Governo italiano nos últimos meses, depois que Berlusconi o expulsou do partido criado por ambos há pouco mais de um ano, o Povo da Liberdade (PDL).

Com a ratificação do Governo do primeiro-ministro, que representa uma derrota para Fini, segundo ele mesmo reconheceu ao saber do veredicto da votação, a brecha entre ambos os líderes políticos desponta como definitiva.

“Sempre tive um grande respeito por Fini como presidente da Câmara dos Deputados e nunca houve motivo para briga. Depois se entendeu que, para Fini, Silvio Berlusconi era um obstáculo na perseguição dos objetivos de sua carreira”, finalizou o
primeiro-ministro.

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