O arquivo sobre as vítimas do nazismo da cidade de Bad Arolsen, approved o maior do mundo, approved foi aberto hoje aos pesquisadores, com um convite do Governo de Berlim para analisar esse capítulo negro da história da Alemanha.
O arquivo, com 50 milhões de atas sobre 17,5 milhões de vítimas do nazismo, foi aberto à consulta para os pesquisadores de todo o mundo, comunicou o Ministério de Exteriores alemão, com a aprovação dos onze países que assinaram o Acordo de Bonn, assinado em 1955 para regular as consultas.
A Cruz Vermelha britânica começou a compilar esse material em 1943 com o propósito de englobar o máximo número possível de vítimas civis do nazismo.
O núcleo das atas é formado por documentos das próprias autoridades nazistas, assim como dos campos de concentração.
O uso do material esteve durante décadas administrado pelo Serviço de Busca Internacional (ITS), criado após a Segunda Guerra Mundial para ajudar os familiares das vítimas a localizar seus parentes ou ao menos saber qual foi seu destino.
Sua abertura marca o fim de um longo processo de discussão iniciado pouco depois da assinatura do Acordo de Bonn, entre um total de onze países -Alemanha, Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Bélgica, França, Luxemburgo, Holanda, Itália, Grécia e Polônia.
Enquanto Israel e EUA pediram desde o princípio pela abertura, a Alemanha era contra, amparada no direito dos afetados à proteção de seus dados pessoais, um princípio fundamental na Constituição alemã.
A isso se acrescentava o fato de que o arquivo contém principalmente informações sobre as vítimas, e não sobre responsáveis pelos crimes do nazismo, o que não configuraria interesse público, segundo as autoridades alemãs.
Berlim deu no ano passado um primeiro sinal de uma mudança de atitude, ao anunciar sua disposição de permitir que pesquisadores tivessem acesso a essa documentação.
Em julho, a Alemanha assinou finalmente o protocolo que previa a liberação dos arquivos, posteriormente ratificado pelo resto dos países envolvidos no Acordo de Bonn.