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Berezovski acusa Putin de estar por trás de assassinato de Litvinenko

Arquivo Geral

16/07/2007 0h00

O magnata russo Boris Berezovski, viagra 100mg refugiado em Londres há sete anos, more about acusou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, de estar por trás do assassinato do ex-espião russo Aleksandr Litvinenko, envenenado com polônio em Londres em 2006.

“Estou convencido de que Vladimir Putin encomendou o assassinato de Litvinenko, que o FSB (serviço secreto russo) organizou e que Andrei Lugovoi se encarregou disso”, disse Berezovski em entrevista que o jornal francês “Le Figaro” publica amanhã.

Segundo o oligarca russo – processado na Rússia por tentativa de golpe de estado -, “dois fatos demonstram que este assassinato é obra do Estado russo”.

Berezovski citou por uma parte o polônio, substância radioativa utilizada para matar a Litvinenko e que “conduz diretamente ao Kremlin”. Por outra, afirmou que “o Estado russo e o próprio Putin encobrem este assassinato”.

No “Figaro”, Berezovski comemorou que o Reino Unido tenha “passado da etapa da tomada de consciência do caráter criminoso do regime russo”.

“A Europa precisa de políticos decididos a ajudar a Rússia a voltar para a democracia”, disse o oligarca. Ele acusou o Ocidente de compactuar com “uma hipocrisia infinita”.

Berezovski rejeitou qualquer paralelo entre os oligarcas da era de Boris Yeltsin (1991-1999), entre os quais ele mesmo, e os da era Putin: “Os oligarcas putinianos são criminosos. Os oligarcas yeltsinianos são pioneiros do capitalismo russo”, afirmou.

Ele também acusou seu ex-sócio Roman Abramovitch de ter sido “cúmplice dos crimes de Putin” e de ter participado do “confisco” de seus bens.

Finalmente, Berezovski previu que o presidente Putin não deixará o cargo “voluntariamente” e disse que o problema para ele é continuar no posto e ao mesmo tempo “conservar uma legitimidade para o Ocidente”.

Diante da recusa da Rússia a extraditar o ex-agente secreto Lugovoi, principal suspeito do assassinato, o ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliban, anunciou hoje que expulsará quatro diplomatas russos estabelecidos em Londres.

Em Berlim, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou hoje que Londres empreenderá “ações” diante da recusa de Moscou a extraditar o ex-agente secreto Andrei Lugovoi, principal suspeito do assassinato de Aleksandr Litvinenko.

Brown fez as declarações depois de se reunir hoje com a chanceler alemã, Angela Merkel. O primeiro-ministro destacou que, diante da importância do caso, a resposta à Rússia tem que ser “apropriada”.

“Quando um assassinato é cometido em solo britânico e há civis em risco””é preciso agir”, acrescentou Brown, dizendo que outros países “devem ajudar, para que os suspeitos possam ser levados à Justiça”.

Em referência à expulsão dos diplomatas russos, Brown disse que entre a Rússia e o Reino Unido existe muito em comum. Por isso, “gostaríamos de trabalhar com a Rússia de forma construtiva”, afirmou.

Segundo a Promotoria britânica, há provas suficientes para levar o empresário e ex-agente secreto Andrei Lugovoi a julgamento pelo assassinato de Litvinenko. O ex-espião do serviço de inteligência russo (FSB, ex-KGB) morreu no dia 23 de novembro de 2006, em Londres, envenenado com polônio 210.

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