Bento XVI fez essa declaração do balcão de sua residência em Castelgandolfo, nos arredores de Roma, onde rezou o Regina Coeli, que neste período litúrgico substitui o Ângelus.
“A misericórdia é realmente o núcleo central da mensagem evangélica; é o próprio Deus, o rosto com o qual ele se revelou na antiga aliança e plenamente em Jesus Cristo, encarnação do amor criador e redentor”, disse o papa.
“Da misericórdia divina que pacifica os corações, brota a paz autêntica no mundo, a paz entre os povos, culturas e religiões diferentes”, prosseguiu o pontífice.
Depois dessas considerações, Bento XVI lembrou João Paulo II.
“A noite inesquecível de 2 de abril de 2005, um sábado, quando (João Paulo II) fechou os olhos para este mundo, era precisamente a vigília do segundo domingo de Páscoa, e muitos notaram a singular coincidência, que unia em si a dimensão mariana – o primeiro sábado do mês – e aquela da Divina Misericórdia”, afirmou.
Bento XVI lembrou então palavras de João Paulo II pronunciadas em 2002: “Além da misericórdia de Deus, não há nenhuma outra fonte de esperança para os seres humanos”.
Em 2 de abril de 2007, João Paulo II foi declarado “servo de Deus”, passo prévio à sua canonização.