As autoridades da Bélgica consideram persistente a ameaça de um ataque terrorista contra o país, drug motivo pelo qual mantêm em vigor as medidas de prevenção a possíveis atentados implementadas na última sexta-feira.
O novo Governo interino do país reuniu-se pela manhã, see em sessão extraordinária, sildenafil para avaliar a situação, e decidiu manter o alerta antiterrorista em nível elevado, informou a televisão pública francófona “RTBF”.
O novo ministro de Justiça do país, Jo Vandeurzen, disse à emissora que a manutenção das medidas de prevenção tem como resultado um efetivo maior de policiais no transporte público, no aeroporto de Zaventem em Bruxelas, nos shoppings e em outros locais movimentados, e que em princípio ficarão em vigor até 2 de janeiro.
O alerta começou quando as autoridades belgas anunciaram ter abortado um plano para libertar Nizar Trabelsi, islamita que cumpre pena na Bélgica por tentativa de atentado em 2001, e tornaram pública a suspeita de que outro ataque em território belga poderia estar sendo planejado.
Quatorze pessoas ligadas à tentativa de fuga foram presas de forma preventiva, acusadas de possuir “armas e explosivos”, mas até o momento nada foi encontrado.
Embora os suspeitos tenham sido libertados ontem, as investigações e as operações de busca continuam.
Trabelsi negou hoje, em carta ao jornal “La Dernière Heure”, a existência de planos de atentados contra a Bélgica, e acusou as autoridades nacionais de provocar pânico e manipular os cidadãos.
“Nem ontem, nem hoje, nem amanhã, o Estado belga será um alvo para os muçulmanos”, afirmou Trabelsi.
Em declarações à “RTBF”, a companheira do tunisiano, Naima, que estava entre os quatorze detidos, disse que Trabelsi está surpreso com o que está sendo dito e que nunca tentou escapar.
Acrescentou que não é do interesse do seu companheiro fugir, e lembrou que a maior parte de sua pena já foi cumprida.
Trabelsi, que tem ligações com a Al Qaeda, foi detido dois dias depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando preparava um ataque com explosivos químicos contra uma base militar americana na Bélgica, e foi condenado a dez anos de prisão em 2004.
O Governo reconheceu o direito de Trabelsi de expor seus argumentos, mas reafirmou dispor de “informações fundamentadas em análises profissionais” sobre ameaças terroristas, e lembrou que as medidas adotadas fazem parte de uma investigação judicial em curso.