Menu
Mundo

Belarus pede que 20 diplomatas americanos deixem Minsk

Arquivo Geral

24/03/2008 0h00

Quase vinte diplomatas dos Estados Unidos abandonarão Minsk a pedido das autoridades bielo-russas, diagnosis informou hoje o Ministério de Exteriores de Belarus em comunicado.

O encarregado de negócios dos Estados Unidos, Jonathan Moore, comunicou hoje os planos dos diplomatas de deixar o país ao Ministério de Exteriores bielo-russo, indica a nota oficial divulgada pela agência oficial “Belta”.

A razão é que Belarus solicitou a paridade no que se refere ao número de diplomatas bielo-russos e americanos presentes em ambos os países.

Um total de 18 pessoas trabalha na Embaixada de Belarus em Nova York, enquanto na delegação diplomática dos Estados Unidos em Minsk o número chega a 38 hoje em dia, apesar de nem todos serem diplomatas, segundo a agência russa “RIA Novosti”.

Em 7 de março, Belarus recomendou à embaixadora dos Estados Unidos em Minsk, Karen Stewart, que abandonasse o país no meio das tensões bilaterais devido às sanções impostas por Washington ao regime de Aleksandr Lukashenko, no poder desde 1994.

Além disso, Minsk convocou para conversas seu embaixador em Washington, Mikhail Jvostov, após os Estados Unidos terem imposto sanções ao consórcio estatal bielo-russo Belneftekhim.

Belarus acusa os Estados Unidos de prejudicar seus interesses econômicos em clara violação a suas obrigações em relação a outros países-membros da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

No final de 2007, Lukashenko ameaçou expulsar a embaixadora dos Estados Unidos e renunciar ao dólar como moeda de troca se Washington impusesse novas sanções contra seu regime.

Belarus impôs no ano passado novas restrições de vistos aos funcionários americanos em resposta pela decisão do departamento de Estado americano de ampliar a lista de funcionários bielo-russos que não podem entrar em seu território.

Washington incluiu funcionários de Justiça, diretores de empresas estatais, autoridades do Ministério do Interior e agentes dos serviços especiais (KGB) na lista de funcionários que não podem pisar em território americano.

Nem os Estados Unidos nem a União Européia (UE), que também impôs sanções contra Minsk, reconheceram como legítimos os resultados das eleições de março de 2006 em Belarus, nas quais o atual presidente foi reeleito.

O presidente americano, George W. Bush, qualificou Lukashenko de “o último ditador da Europa”.

Nos últimos dois anos, Lukashenko estreitou laços com dirigentes que se opõem aos EUA, como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o chefe de Estado iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.



 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado