Um grupo de beduínos lançaram nesta sexta-feira granadas contra um quartel da segurança do Estado na cidade de Al Arish, no nordeste do Egito, sem causar vítimas, informou à Agência Efe uma fonte do Centro de Imprensa governamental nesta cidade.
Segundo a fonte, a agressão, que aconteceu com uma lança-granadas por volta das 6h do horário local (2h do horário de Brasília), só causou a ruptura das janelas da fachada do edifício, construído há poucos meses.
No dia 29 de janeiro passado, 12 pessoas morreram em trocas de disparos entre beduínos e Forças de segurança egípcias também no Sinai, segundo a imprensa israelense e palestina.
Nesse dia, grupos de beduínos armados queimaram edifícios do Governo em Al Arish e no cruzamento de Rafah, na fronteira entre Gaza e Egito, onde atacaram à guarda fronteiriça.
Estes fatos coincidem com as revoltas populares no Egito, iniciadas no último dia 25, para pedir a renúncia de Hosni Mubarak.
Não é a primeira vez que policiais são atacados no Sinai por grupos de beduínos, cujos líderes tribais se queixam da marginalização na qual vivem suas comunidades, que segundo eles, os obrigam a se dedicaren a atividades ilegais como o contrabando.
Calcula-se que na Península do Sinai há uns 300 mil beduínos, distribuídos em 15 tribos, que se consideram descendentes de grupos árabes originais da península Arábica.