Menu
Mundo

BCE revisa para baixo previsões de crescimento para 2009 e 2010

Arquivo Geral

04/06/2009 0h00

O Banco Central Europeu (BCE) revisou hoje drasticamente para baixo suas previsões de crescimento para 2009 e 2010 na zona do euro, ed devido à forte contração sofrida no primeiro trimestre deste ano.

O presidente do BCE, cost Jean-Claude Trichet, medical disse, em entrevista coletiva, que a entidade prevê agora uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 de entre 5,1% e 4,1%, frente à média de 2,7% prevista em março.

O banco europeu tinha previsto em março uma estagnação da atividade econômica do zona do euro em 2010, e agora considera que ficará entre -1% e 0,4%.

Antes, o Conselho do BCE decidiu deixar inalterada a ataxa básica de juros em 1% para os países que compartilham o euro.

Trichet se mostrou confiante em que a economia da zona do euro apresentará taxas de crescimento positivas a partir de meados de 2010, e contemplou a possibilidade de baixar mais as taxas se for necessário, mas considerou que o nível é adequado, por enquanto.

O presidente do BCE lembrou que a atividade econômica dos países que compartilham o euro contraiu 2,5% anualizado no primeiro trimestre do ano.

Além disso, o BCE revisou para baixo suas previsões de inflação, devido à fragilidade da atividade econômica e à queda dos preços das matérias-primas.

O BCE prevê uma taxa de inflação para 2009 de entre 0,1% e 0,5% em 2009 e de entre 0,6% e 1,4% em 2010.

Em março, a entidade monetária europeia tinha previsto uma taxa de inflação média de 0,4% em 2009. A respeito dos números de março para 2010, as projeções quase não foram modificadas.

O BCE considera que, atualmente, existe estabilidade de preços a médio prazo, algo que define como uma taxa de inflação próxima, mas sempre abaixo, de 2%.

Trichet anunciou que a entidade comprará títulos garantidos por um volume de 60 bilhões de euros diretamente no mercado primário, ou seja, novas emissões, e no secundário, com a aquisição de cédulas hipotecárias já existentes.

O presidente do BCE afirmou que o Conselho de Governo tomou a decisão por unanimidade e que a compra pode se concentrar em títulos garantidos com vencimento entre três e dez anos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado