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BCE: Obviamente, próxima alteração das taxas de juros será para cima, diz Villeroy

Para o dirigente, é muito cedo para prever um cronograma para os aumentos das taxas de juros do BCE, “mas é evidente que temos capacidade para agir quando e da forma que for necessária”, afirmou.

Redação Jornal de Brasília

02/04/2026 15h34

Foto: Daniel Roland/AFP

O membro do Conselho do Banco Central Europeu e presidente do Banco Central da França, François Villeroy de Galhau, disse nesta quinta-feira, 2, que, “obviamente”, a próxima alteração nas principais taxas de juros provavelmente será para cima.

Para o dirigente, é muito cedo para prever um cronograma para os aumentos das taxas de juros do BCE, “mas é evidente que temos capacidade para agir quando e da forma que for necessária”, afirmou.

Villeroy disse que é necessária uma vigilância máxima, já que as expectativas de inflação do mercado aumentaram acentuadamente, enquanto observou que as autoridades ainda não dispõem das expectativas de empresas e famílias.

“E os nossos modelos macroeconômicos podem subestimar consequências microeconômicas mais negativas: a perturbação de certas cadeias de abastecimento de plásticos ou de outros produtos relacionados; e a tentação de as empresas – mesmo de outros setores não diretamente afetados pelo choque inicial – “anteciparem” aumentos de preços”, disse o dirigente.

Villeroy ponderou que o mundo não está testemunhando uma repetição de 2022 com a guerra no Oriente Médio. “É verdade que o choque parece ser significativo, principalmente em relação ao petróleo, já que o preço do gás estava mais baixo antes do choque de fevereiro de 2026”.

Entre as nuances que diferem esses dois momentos, a economia da zona do euro, assim como a da França, não enfrenta desequilíbrios pós-pandemia e a postura da política monetária também é diferente hoje, disse.

Villeroy pontuou ainda que agora há uma situação mais desconfortável, por dois motivos, já que as autoridades enfrentam um alto grau de incerteza e têm que lidar com um choque negativo na oferta.

“Desta vez, mais do que nunca, agiremos sem pressa, mas sem hesitação, se for necessário”, concluiu.

Estadão Conteúdo.

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