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BBC pede a tribunal americano que rejeite ação de Trump de US$ 10 bilhões

Emissora britânica contesta processo por difamação e afirma que documentário citado pelo presidente não foi exibido nos Estados Unidos

Redação Jornal de Brasília

16/03/2026 14h38

Foto: Reprodução/AFP

Foto: Reprodução/AFP

A rede britânica BBC informou nesta segunda-feira (16) que pediu a um tribunal americano na Flórida que rejeite uma ação por difamação de 10 bilhões de dólares (R$ 51,62 bilhões) apresentada pelo presidente Donald Trump contra a emissora.

Um juiz federal da Flórida fixou há algumas semanas para fevereiro de 2027 o julgamento que examinará a ação apresentada por Trump contra a BBC.

O presidente acusa a rede britânica de ter difundido uma montagem enganosa de um discurso seu de 6 de janeiro de 2021, no qual parece incitar explicitamente seus apoiadores a atacar o Capitólio em Washington.

“Sempre afirmamos que nos defenderíamos com vigor. Por isso, contestamos a competência do tribunal da Flórida e apresentamos um pedido de rejeição da ação do presidente”, declarou um porta-voz da BBC em um breve comunicado.

A emissora afirma que “o documentário nunca foi exibido na Flórida, nem nos Estados Unidos. Não esteve disponível nem no iPlayer (sua plataforma de vídeo sob demanda), nem on-line, nem em qualquer outra plataforma de streaming americana”, acrescentou o porta-voz.

Trump apresentou a ação em dezembro em um tribunal federal da Flórida, acusando a BBC de difamação e de violar uma lei sobre práticas comerciais ao exibir esse programa antes das eleições de 2024.

O presidente pede 5 bilhões de dólares (R$ 25,81 bilhões) em indenização por cada acusação.

O caso provocou a renúncia do diretor-geral da BBC, Tim Davie, e da chefe da BBC News, Deborah Turness.

Pouco antes das eleições presidenciais americanas de 2024, o grupo exibiu, em um documentário de seu programa investigativo Panorama, trechos de um discurso de Trump de 6 de janeiro de 2021 editados de forma que parecia convocar explicitamente seus apoiadores a atacar o Capitólio em Washington.

O presidente da BBC, Samir Shah, enviou em novembro uma carta de desculpas a Donald Trump, e a emissora afirmou “lamentar sinceramente a forma como as imagens foram editadas”.

AFP

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