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Mundo

Battisti inicia greve de fome para evitar extradição à Itália

Arquivo Geral

14/11/2009 0h00

O ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti, condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos entre 1977 e 1979, iniciou uma greve de fome na prisão onde está detido no Brasil para evitar ser extraditado a seu país.

O senador José Nery (PSOL-PA), informou hoje em seu site que Battisti lhe comunicou a decisão em carta que o italiano também pediu que entregasse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O ex-ativista italiano Cesare Battisti está em greve de fome e diz que sua vida está nas mãos do presidente Lula”, afirma uma nota na página pessoal de Nery.

O julgamento para decidir sobre a extradição ou não de Battisti, que acontece no Supremo Tribunal Federal (STF), deverá ser retomado na próxima semana, quando o presidente do órgão emitirá seu voto.

Já se pronunciaram a favor da extradição quatro magistrados, enquanto outros quatro votaram contra, uma medida que anularia o polêmico status de refugiado político concedido ao italiano em janeiro.

No entanto, mesmo que se confirme a previsível resolução do STF a favor da extradição – segundo a imprensa -, o caso ficaria nas mãos de Lula, que teria que referendar a decisão ou optar, segundo a lei, por conceder ao italiano a condição de asilado no Brasil.

O italiano, de 55 anos e ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), braço das Brigadas Vermelhas, foi julgado na Itália à revelia e condenado à prisão perpétua em 1993 por quatro assassinatos cometidos entre 1977 e 1979, quando esse país era sacudido por uma onda de violência política.

No momento de ser processado na Itália, Battisti estava na França, país que tinha lhe concedido refúgio político, mas fugiu em 2004, quando o Governo francês se preparava para revogar essa condição a fim de extraditá-lo a seu país.

Battisti foi capturado em março de 2007 no Rio de Janeiro, onde, segundo fontes policiais, foi detectado em uma operação conjunta feita por agentes do Brasil, Itália e França.

Desde então, permanece detido em uma prisão de Brasília, de onde reivindica sua inocência e se disse vítima de uma perseguição política por parte do Governo italiano.

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