Bashir reafirmou estes compromissos durante seu discurso na sessão de encerramento do período parlamentar, no qual delineou os eixos de sua gestão e suas medidas para o futuro.
Durante sua fala, o presidente sudanês disse que as eleições devem dar a oportunidade para uma “alternância pacífica do poder”.
A expectativa é de que Bashir, que chegou à Presidência sudanesa por meio de um golpe de Estado liderado por ele em 20 de junho de 1989, concorra no pleito.
Além disso, o chefe de Estado anunciou que trabalhará “com esforço máximo para solucionar” o conflito da região de Darfur, que explodiu em fevereiro de 2003 e já matou cerca de 300 mil pessoas.
Bashir também disse querer terminar com os “grupos armados que se dedicam ao saque” dos recursos dessa região e que protegerá as organizações humanitárias que ainda restam na região, após a expulsão de uma série delas em 4 de março deste ano.
O presidente sudanês tem contra si uma ordem de detenção internacional expedida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) no mesmo dia 4 de março por causa de sua atuação no conflito de Darfur.
O Sudão não é signatário do estatuto que criou o TPI.