Em entrevista coletiva realizada hoje, o coronel John Rossi, que atuou como porta-voz, disse que o incidente não vai produzir alterações no cronograma para o deslocamento de tropas de Fort Hood para as guerras no Iraque e no Afeganistão.
“No curso normal de nossa operação, um terço dos soldados desta base está em zona de guerra, um terço retornará, e outro terço se prepara para a guerra”, explicou.
“A mensagem de Fort Hood neste Dia dos Veteranos é: seguimos adiante”, assegurou Rossi.
Os comandantes que dirigem a base de Fort Hood, a maior do Exército dos Estados Unidos no território do país, recomendaram hoje aos soldados afetados mental e emocionalmente pelo ataque de quinta-feira que “busquem apoio e ajuda”.
Rossi convidou seus companheiros a ficarem atentos aos sinais de alerta.
“O companheiro de unidade, o companheiro de batalha, talvez diga coisas, expresse sentimentos que mostrem que está angustiado”, disse o coronel, ao acrescentar que esse contato pessoal pode “estabelecer a ponte para o contato e a ajuda”.
Neste momento, disse Rossi, o Exército americano “foca no bem-estar dos feridos, das famílias e de todos os indivíduos afetados por este incidente”.
Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas no ataque atribuído ao psiquiatra militar muçulmano de 39 anos Nidal Malik Hassan, que ficou ferido no incidente e que, segundo fontes militares, recuperou a consciência e se recupera em um hospital do Texas.
Foram celebrados ontem na base de Fort Hood os funerais das 13 vítimas do massacre, em um emotivo ato liderado pelo presidente americano, Barack Obama.
Obama disse que “nenhuma fé justifica estes atos assassinos” e disse que o culpado pelo massacre “terá que encarar a Justiça, nesta vida e no além”.