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Base de Manta não participou de ataque a acampamento das Farc, dizem EUA

Arquivo Geral

11/12/2009 0h00

A embaixada dos Estados Unidos no Equador assegurou hoje que a base militar de Manta “não esteve envolvida de nenhuma maneira” no ataque do Exército colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano em 1 de março de 2008.


A Comissão de Transparência e Verdade, criada este ano pelo Governo equatoriano para estudar o chamado “caso Angostura”, apresentou ontem um relatório final no qual esclarece a importância do já extinto Posto de Operações Avançadas (FOL) dos EUA em Manta para a incursão colombiana.


O documento, de 131 páginas, diz que a informação de inteligência estratégica oriunda do FOL de Manta foi fundamental para a localização de Luis Edgar Devia, conhecido como “Raúl Reyes”, o então número dois das Farc.


O bombardeio colombiano ao acampamento das Farc na região equatoriana de Angostura causou a morte de 26 pessoas, entre elas “Reyes”.


Além disso, o ataque levou à ruptura de relações diplomáticas, já que Quito considerou essa operação colombiana, executada sem aviso nem permissão, como uma violação à soberania territorial.


Os dois países tentam retomar suas relações por meio de um diálogo político direto que, por enquanto, alcançou a designação de encarregados de negócios nas respectivas representações diplomáticas.


Segundo um comunicado da Embaixada americana, “essas acusações (do relatório da comissão) foram feitas anteriormente e, como aconteceu em repetidas ocasiões, a embaixada as rejeita categoricamente”.


No entanto, a Embaixada dos Estados Unidos reconheceu que ainda não teve “a oportunidade de revisar em profundidade o relatório sobre Angostura”, embora, “à primeira vista, parece que o relatório repete muitas das acusações e alegações feitas anteriormente pelo Governo equatoriano”.


A Embaixada “cooperou com a Comissão encarregada do relatório e lamenta que muitas das informações entregues tenham sido ignoradas”, disse no comunicado.


Os EUA utilizaram a base militar de Manta de 1999 até setembro deste ano, quando o convênio com o Governo do Equador expirou e não foi renovado.

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