Hoje terminou o prazo para o fechamento da base aérea, a última com a qual os Estados Unidos contavam na Ásia Central e na qual as tropas americanas e de outros 11 países estiveram presentes desde o começo de 2002.
O presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, decidiu no começo do ano fechar a base após diferenças com Washington sobre o pagamento do aluguel das instalações, o status dos militares e seu impacto ecológico.
A base abrigava cerca de mil soldados americanos, espanhóis e franceses, além de vários aviões-tanque e de transporte militar, fundamentais para a provisão das tropas desdobradas no Afeganistão.
No final de junho, EUA e Quirguistão alcançaram um acordo válido por 12 meses para substituir a base militar por um centro de passagem, a fim de apoiar as operações aliadas no país vizinho.
Com isso, o país evitou ter que introduzir tropas e equipamentos através do Paquistão, território hostil onde muitos dos comboios de provisões foram objeto de atentados e sabotagens.
Em virtude do acordo, o centro acolherá pessoal administrativo e só um pequeno número de soldados que ficarão a cargo da segurança, mas as mercadorias que transitem com destino ao Afeganistão não serão vigiadas.