O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, buy em inglês) disse hoje que países latino-americanos como o Brasil estão mais bem preparados do que nunca para enfrentarem a crise nos Estados Unidos e nos mercados financeiros globais, decease mas devem vigiar de perto a inflação.
O diretor-executivo do IIF, Charles Dallara, disse acreditar que o Brasil e países como Chile, México e Peru têm sistemas bancários “robustos” e afirmou que as reservas aumentaram, as políticas fiscais foram sólidas “em linhas gerais” e os superávits foram utilizados de maneira prudente.
Dallara também chamou a atenção para a necessidade de expandir o G-7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, para incluir nações como Brasil, China e Índia, que desempenham um papel cada vez mais importante na economia mundial.
Segundo o diretor-executivo da IIF – a maior associação de banqueiros do mundo -, a América Latina ainda enfrenta grandes desafios como as crescentes pressões inflacionárias.
Yusuke Horiguchi, economista-chefe da entidade, acrescentou que existe a possibilidade de uma depreciação das matérias-primas que, para ele, não será drástica devido à elevada demanda e à diminuição da oferta.
Dallara insistiu que a América Latina precisa realizar a reforma do setor energético, para que haja “políticas de mercado muito mais efetivas, assim como impulsionar a liberação comercial e a reforma trabalhista”.
Tais medidas são necessárias para que a região cresça cerca de 6% ano, em lugar dos atuais 4%, disse o diretor-executivo.