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Mundo

Bangladesh: mais de mil oficiais são acusados de motim

Arquivo Geral

01/03/2009 0h00

 A Polícia de Bangladesh apresentou acusações contra mais de mil membros da Guarda Especial de Fronteiras (BDR, more about na sigla em inglês) por seu suposto envolvimento no motim no quartel-general de Daca que deixou dezenas de mortos, informou hoje a edição digital do jornal “Daily Star”.

O chefe policial Nabo Jyoti Khisa apresentou ontem à noite a folha de acusações que identifica seis oficiais da BDR como líderes da revolta que começou na quarta-feira passada e durou quase 36 horas.

A Polícia sustenta ainda que os agentes, que enfrentam acusações de assassinato, captura de reféns e ocultação de cadáveres, planejaram o motim de forma antecipada, disse o “Daily Star”.

Policiais e membros do Exército continuam buscando por vítimas no quartel-general de Daca, onde já foram encontrados 77 corpos, entre eles o do diretor do corpo amotinado, o general Shakil Ahmed.

O motim começou após uma disputa por questões salariais entre altos comandantes do Exército, que lideram o BDR, e membros deste último corpo que se sentem preteridos em relação aos militares.

A BDR emprega quase 70 mil homens encarregados especialmente da vigilância de fronteiras, mas também de auxiliar a Polícia e o Exército quando for necessário.

Como condição para se render, os amotinados exigiram que o Governo atendesse suas reivindicações profissionais e que não apresentasse acusações contra eles.

Um alto comando das Forças Armadas, o general Mohammed Abdul Mobin, assegurou que o Governo de Bangladesh designará um tribunal especial para que os responsáveis do motim enfrentem um julgamento rápido.

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