O Banco Mundial lançou hoje uma advertência às economias da Ásia que correm mais risco de reaquecimento, à medida que seus Governos injetam dinheiro para superar a crise financeira global.
“Na Ásia oriental, a recuperação do crescimento começa de uma forma forte e há muita liquidez, surge o risco de que seja preciso enfrentar bolhas financeiras em alguns mercados” disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
O presidente da instituição financeira, que está em Cingapura para participar das reuniões do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), recomendou que os bancos centrais da região não recorram só ao aumento da taxa de juros para controlar a liquidez nos mercados.
“As soluções para as bolhas financeiras são fáceis de determinar”, disse Zoellick, em entrevista coletiva.
Zoellick disse que o risco do reaquecimento é o motivo que levou o Governo da Austrália a aumentar, no início de outubro, sua taxa de juros.
O presidente do Banco Mundial pediu que os Governos asiáticos freiem seus planos de reativação orçamentária, que significaram a injeção de bilhões de dólares em suas economias, especialmente em projetos de infraestrutura.
Os chefes de Estado ou Governo das 21 economias do Apec se comprometerão a manter seus planos de estímulo econômico, quando se reunirem no próximo fim de semana, em Cingapura.
China, EUA e Rússia são as maiores potências do Apec, que também é formado por Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã.
Estas 21 economias representam 40% da população mundial, mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) e 44% do comércio.