Ao divulgar sua análise trimestral sobre a inflação, o governador do banco emissor, Mervyn King, disse que “a economia vai melhora, mas o processo pode ser lento”.
“Há razões sólidas para supor que haverá uma recuperação no ano que vem, mas também há motivos para se perguntar se será sustentada”, acrescentou.
A análise de King sobre a situação da economia é pior do que a previsão do ministro de Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, que estimou a queda em 3,5% no mês passado.
Em março, a inflação anualizada ficou em 2,9% no Reino Unido, 0,3 ponto percentual a menos do que em fevereiro.
Com isso, a taxa se mantém acima do objetivo determinado pelo Governo do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, que pretende situá-la em 2%.
Entretanto, de acordo com o Banco da Inglaterra, a inflação ficará abaixo de 2% e “é provável” que se mantenha em um nível baixo no curto prazo.
O banco diz acreditar que levará mais tempo do que o esperado para que a concessão de créditos, muito restrita atualmente pelas entidades bancárias, seja normalizada.
A perspectiva do órgão emissor sobre a economia do Reino Unido “continua dominada por forças opostas”, acrescentou King.
O governador do Banco da Inglaterra alertou que os problemas do sistema bancário e a fraqueza da demanda global podem frear a economia, apesar de que esta pode ser impulsionada por fatores como os planos de gastos públicos, a redução das taxas de juros e a injeção de dinheiro em circulação.
A economia do Reino Unido teve queda de 1,5% no primeiro trimestre de 2009.