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Banco Asiático destina US$ 500 milhões para combater aumento de alimentos

Arquivo Geral

06/05/2008 0h00

O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) aprovou hoje uma ajuda imediata de US$ 500 milhões para ajudar os países da Ásia e do Pacífico mais atingidos pelo aumento do preço de alimentos.

O anúncio foi realizado pelo presidente do Banco, see Haruhiko Kuroda, na entrevista coletiva de encerramento da 41ª assembléia, realizada em Madri, onde afirmou que não foi decidido como vai a ser dividida a ajuda por países.

No dia anterior Kuroda expressou a intenção de o BAD de enviar fundos para a Ásia e o Pacífico para aliviar a situação de mais de US$ 1 bilhão de pessoas que o grande aumento de preços de alimentos expõem a um maior risco de crise de fome e desnutrição.

Hoje ele definiu o número e esclareceu que o objetivo é levar “comida à mesa” das pessoas mais necessitadas e vulneráveis pelo aumento de preços.

Kuroda afirmou que para responder à situação não é necessário apenas tomar medidas como a ajuda de US$ 500 milhões, que aliviará a curto prazo os mais pobres, mas é necessário realizar ações a médio e longo prazo.

Desta forma, expressou a necessidade de melhorar a produtividade agrícola e o investimento tecnológico e em infra-estruturas que ajudem a melhorar a produção de alimentos.

Além disso, a entidade financeira asiática duplicará o orçamento que dedica a empréstimos para recursos agrícolas, incluídos os destinados a infra-estruturas rurais, até chegar a dois milhões de euros (cerca de US$ 3,16 milhões).

O BAD já negocia com os possíveis países beneficiados que devem cumprir alguns requisitos para decidir a divisão da ajuda o mais rápido possível.

Em sua análise da atual crise de alimentos causada especialmente pelo preço dos cereais, Kuroda se mostrou convencido de que nos próximos meses o mercado de arroz “esfriará” quando começarem a ser vendidas as novas colheitas.

Desta forma mudará a tendência para a compra acelerada do arroz, alimento básico na Ásia, movimento motivado pelo “pânico”.

O aumento em cinco anos responde provavelmente às condições estruturais provocadas pelo aumento da demanda, afirma o executivo japonês, enquanto o grande encarecimento dos últimos quatro meses se deve mais à acumulação de reservas por “algum fundo, entidades comerciais ou inclusive famílias”.

Trata-se de uma estratégia especulativa diante da qual a melhor política é que o mercado funcione livremente.

Além disso, a assembléia do BAD lembrou hoje da população de Mianmar, que sofre as terríveis conseqüências da passagem do ciclone “Nargis”, que já deixou como saldo mais de 22 mil mortos e cerca de 30 mil desaparecidos.



 

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