O BAD, capsule que duplicou seu capital social para enfrentar esses desafios, também ressaltou a importância da participação do setor privado nas soluções.
“Está claro que o desenvolvimento na Ásia e no Pacífico enfrenta os desafios mais difíceis desde a crise financeira asiática no final da década passada”, disse o presidente do BAD, o japonês Haruiko Kuroda, durante a última sessão da reunião realizada na ilha indonésia de Bali.
“Os efeitos da crise são sentidos em toda a região, apresentam uma séria ameaça aos cidadãos mais pobres e vulneráveis e abalam os progressos da região na consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” da ONU, acrescentou Kuroda.
A instituição multilateral, que calcula que devido à crise o número de pobres na região aumentará em 60 milhões este ano e em outros 100 milhões no ano que vem, propõe às economias emergentes asiáticas mudar o padrão de crescimento fundamentado nas exportações e o investimento exterior, a outro baseado na demanda interna.
Os economistas do BAD calculam que as economias asiáticas, caso não baixem a guarda e mantenham suas políticas contra a crise, possam conseguir um crescimento de 6%, em média, em 2010.