O secretário-geral da ONU, order Ban Ki-moon, this web vinculou hoje a missão secular realizada pelas Nações Unidas no mundo com a mensagem pregada pelo papa Bento XVI em favor da paz, do desenvolvimento e do diálogo entre culturas.
Ban ofereceu, com estas palavras, suas boas-vindas ao papa perante a Assembléia Geral das Nações Unidas, alguns minutos antes de o pontífice se dirigir às delegações dos países que integram o órgão legislativo multilateral.
“Sua Santidade, de muitas formas, sua missão é a nossa”, afirmou o principal responsável das Nações Unidas.
Pouco depois, o papa afirmou que a ONU tem o “dever” de intervir para proteger a população das crises humanitárias ou das violações de direitos, quando as nações não fazem isso.
“Se os Estados não são capazes de garantir esta proteção”, a comunidade internacional “deve intervir com os meios jurídicos previstos pela Carta das Nações Unidas e por outros instrumentos internacionais”, disse Bento XVI.
Ban destacou que a ONU é uma instituição secular, mas quando se pergunta a seus funcionários o que os motiva, “muitos de nós respondem com palavras de fé”.
O secretário-geral da organização disse que o papa falou “do terrível desafio que representa a pobreza que aflige boa parte da população mundial e como não se pode ser indiferente ou assumir um isolamento egoísta”.
Também mencionou a posição do pontífice em favor do desarmamento nuclear, do respeito que “aqueles com grande poder” devem ter aos direitos dos demais, da preservação do meio ambiente e do diálogo entre culturas e religiões.
O secretário-geral lembrou dos apelos do papa pelo compromisso e pela confiança no trabalho das Nações Unidas para enfrentar a complexidade do mundo atual.
“Sua Santidade, estas são metas fundamentais que compartilhamos e agradecemos por suas orações enquanto nos encaminhamos para a sua concretização”, declarou Ban.
O responsável da ONU agradeceu ao papa por sua “confiança” no trabalho das Nações Unidas e assegurou que os funcionários da organização precisam cada vez mais “desse bem apreciado” da fé para enfrentar a multiplicação de suas responsabilidades.
Minutos antes, o presidente da Assembléia Geral, o macedônio Srgjan Kerim, destacou em suas palavras de boas-vindas que a mera presença do pontífice na sala “é um poderoso reconhecimento da validade e da importância das instituições particulares, especialmente das Nações Unidas”.
Kerim afirmou que as prioridades da organização na promoção do desenvolvimento, na proteção ao meio ambiente e na defesa aos direitos humanos são “os pilares de um multilateralismo mais justo”.
Da mesma forma que o secretário-geral, Kerim encerrou suas palavras agradecendo o apoio do papa ao trabalho das Nações Unidas.
Antes de se dirigir à Assembléia Geral, Ban e o papa se reuniram alguns minutos no escritório de trabalho do secretário-geral da ONU, um lugar no qual “normalmente não recebo ninguém, mas esta é uma ocasião especial”.
Ao término dessa reunião, que durou aproximadamente 25 minutos, o porta-voz do escritório de imprensa do Vaticano, Federico Lombardi, disse que os dois abordaram “os temas mais urgentes da agenda da ONU”.