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Ban pede que luta contra aids na África continue firme

Arquivo Geral

09/06/2008 0h00

O secretário-geral da ONU, capsule Ban Ki-moon, cheap pediu hoje para a comunidade internacional manter a proporção de ajuda econômica à África, viagra 60mg com o objetivo de combater a epidemia de aids que devasta a população e afeta a sociedade do continente.

Durante discurso perante a comissão da ONU sobre HIV/aids e a governabilidade na África, Ban assegurou que “a comunidade global esteve à altura” perante a catástrofe que representa esta doença para a população do continente.

“Vimos como se desenvolveu um movimento internacional que tenta obter acesso universal ao tratamento, à prevenção e ao apoio aos pacientes, um movimento que une Governos do norte e do sul, a sociedade civil, e o setor privado”, ressaltou.

Ele elogiou o trabalho dos membros da comissão que hoje apresentaram um relatório com oito recomendações para intensificar a luta contra a aids nesse continente, o mais pobre e afetado pela doença.

Ban reconheceu que “ainda há grandes dificuldades”, pois há cinco milhões de africanos que não recebem tratamento, além da prevalência da doença entre os mais jovens e o peso que representa para os poucos recursos dos países mais pobres o gasto com aids.

O secretário-geral da ONU indicou que o relatório da comissão reconhece que há múltiplas versões da epidemia da aids na África, e que, portanto, uma mesma receita não funciona em todas as partes.

“É por isso que temos que entender como as normas culturais e as atitudes aumentam o risco de infecção, e, por isso, temos que erradicar a violência de gênero e tomar medidas para melhorar a vida dos órfãos deixados pela aids”, destacou.

O relatório reconhece que a alta vulnerabilidade das mulheres africanas à epidemia reflete a desigualdade entre os gêneros, e a subordinação à qual são submetidas nas sociedades do continente.

Além disso, o documento ressalta que a prevenção deve ter a mesma prioridade que o tratamento. Por esta razão, deve-se investir na conscientização sobre a realidade da aids e fornecer métodos que combatam seu contágio, como o uso do preservativo.

A apresentação deste relatório faz parte das atividades que hoje ocorrem na sede da ONU em relação com o debate geral que a Assembléia Geral dedicará amanhã e quarta-feira à análise do progresso na luta contra a aids em todo o planeta.

Segundo dados da ONU, todos os dias oito mil pessoas morrem por complicações relacionadas com a doença, enquanto há 40 milhões de afetados, dos quais 24,5 milhões estão na África Subsaariana, e o ritmo de contágio é de 12 mil pessoas diárias.

Entre os presentes ao evento estavam o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca; a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, e a diretora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ann Veneman, além de ministros de Saúde de vários países.

Paralelamente, o enviado especial das Nações Unidas na luta contra a tuberculose, o ex-presidente de Portugal Jorge Sampaio, realizará hoje o primeiro fórum de líderes para debater sobre a “epidemia dupla” que representam esta doença pulmonar e a aids.



 

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