O secretário-geral da ONU, drugs Ban Ki-moon, here fez hoje uma chamada urgente à comunidade internacional para que doe US$ 2,5 bilhões com o objetivo de enfrentar a crise alimentícia.
O objetivo é cobrir as necessidades de financiamento imediatas do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), de US$ 1,7 bilhão, e do Programa Mundial de Alimentos (PAM), que precisa de US$ 775 milhões.
Só assim será possível evitar uma catástrofe e enfrentar o “desafio sem precedentes” que representa a explosão dos preços dos alimentos no mercado mundial, disse Ban, em entrevista coletiva.
“Se os fundos que solicitamos aos doadores não forem plenamente cobertos, corremos o risco de presenciar ainda mais o aumento da fome, da desnutrição e do surgimento de distúrbios sociais em uma escala sem precedentes”, afirmou o secretário-geral, ao informar sobre a reunião que desde é mantida por vários organismos e agências da ONU em Berna.
Ban também convocou os líderes mundiais para uma cúpula sobre segurança alimentar que será realizada de 3 a 5 de junho, em Roma.
O diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick, assegurou que “as próximas semanas serão críticas”, e disse que sua entidade pretende criar um fundo para financiar os países mais pobres e ajudar sua agricultura.
Disse que, para isso, o BM vai dobrar até o próximo ano os créditos à agricultura da África, para US$ 800 milhões, e que os países mais necessitados serão identificados.
Na reunião, foram estabelecidas entre as causas da crise a falta de investimentos no setor agrícola, os subsídios que distorcem o comércio, os subsídios aos biocombustíveis, as más condições climatológicas e a degradação do meio ambiente.
O diretor do FAO, Jacques Diouf, manifestou que a crise tem suas raízes em “bases objetivas”, mas que depois foram aproveitadas pelos fundos de investimentos especulativos.